[ez-toc]
1. INTRODUÇÃO
O OBJETIVO DESSE MANUAL é estabelecer e orientar o usuário quanto ao uso, conservação e manutenção preventivas necessárias para o pleno desempenho do seu nível. E foi elaborado tendo em consideração a revisão das normas ABNT NBR 5674 e ABNT NBR 14037 que apresentam diretrizes para elaboração dos quadros e do sistema de gestão de manutenção da edificação e da norma ABNT NBR 15375 que estabelece os requisitos de desempenho, prazos de garantia, e que destaca a importância do correto uso e manutenção do nível. Somadas a estas, a norma publicada pela ABNT NBR 16280 que estabelece os requisitos para os sistemas de gestão de controle do processo, projeto, execução e segurança a serem adotados na execução de reformas em edificações sem comprometer a execução do correto uso do nível.
1.1 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
ABNT NBR 5674 – Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que estabelece os requisitos do sistema de gestão de manutenção de edificações.
ABNT NBR 14037 – Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas que estabelece os requisitos mínimos para elaboração e apresentação dos enunciados do Manual de Uso, Operação e Manutenção das edificações, elaboradas e entregues pelo construtor ou incorporador ao comprador ou ao síndico por ocasião da entrega do empreendimento.
ABNT NBR 15375 – Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas que estabelece os requisitos e critérios de desempenho que se aplicam às edificações habitacionais, tanto como um todo quanto de forma isolada para um ou mais sistemas específicos.
ABNT NBR 16280 – Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas que estabelece os requisitos para os sistemas de gestão de controle de processo, projetos, execução e segurança a serem adotados na execução de reformas em edificações.
ANOMALIA – Irregularidade, anormalidade, ou inadequação técnica.
AUTO DE CONCLUSÃO – Documento público expedido pela autoridade competente municipal onde se localiza a construção, confirmando a ocorrência da obra nas condições do projeto aprovado e em condições de habitabilidade. Também denominado “Habite-se”.
CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO – É a Lei 10.406/2002 de 10 de janeiro de 2002, que regulamenta a legislação aplicável às relações civis em geral, dispondo entre outros assuntos, sobre o Condomínio edilício. Nele são estabelecidas as diretrizes para elaboração da Convenção de Condomínio, e ali estão também contemplados os aspectos de responsabilidade, uso e administração das edificações.
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR – É a Lei 8.078/1990, que institui o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, definindo os direitos obrigatórios de consumidores e fornecedores, bem como das empresas construtoras e incorporadoras.
DURABILIDADE – É a capacidade da edificação – ou de seus sistemas – de desempenhar suas funções ao longo do tempo, e sob condições de uso e manutenção especificadas no Manual de Uso, Operação e Manutenção. O termo “durabilidade” é constantemente utilizado como qualitativo, durante o lapso de tempo em que a edificação ou seus sistemas mantêm o desempenho requerido, durante a vida útil. A durabilidade de um produto se extingue quando ele deixa de atender às funções que lhe foram atribuídas, quer seja pela degradação, que o conduz a um estado insatisfatório de desempenho, quer seja por obsolescência funcional.
EMPRESA AUTORIZADA PELO FABRICANTE – Organização ou profissional liberal que exerce atividades nas quais são exigidas qualificações de proteção técnica específica e que são indicadas e treinadas pelo fabricante.
EMPRESA CAPACITADA – Nos termos da ABNT NBR 5674, organizações ou pessoas que tenham recebido capacitação, orientações e responsabilidades de profissional habilitado e que trabalhe sob responsabilidade de profissional habilitado.
EMPRESA ESPECIALIZADA – Nos termos da ABNT NBR 5674, organizações ou profissional liberal que exerce atividades nas quais são exigidas qualificações e competência técnica específica.
EQUIPE DE MANUTENÇÃO LOCAL – Nos termos da ABNT NBR 5674, pessoas que realizam serviços na edificação que tenham recebido capacitação e possuam conhecimento de prevenção de riscos e acidentes.
GARANTIA CONTRATUAL – Período de tempo igual ou superior ao prazo de garantia legal e condições complementares oferecidos voluntariamente pelo fornecedor (incorporadora, construtora ou fabricante) na forma de certificação ou termo de garantia ou contrato no qual conste prazo, e condições complementares à garantia legal, para que o consumidor possa reclamar dos vícios ou demais verificados na entrega de seu produto. Este prazo pode ser diferenciado para cada um dos componentes do produto, a critério do fornecedor.
A garantia contratual é facultativa, complementar à garantia legal, não implicando necessariamente na soma dos prazos, e formalizada por contrato ou termo próprio / específico neste sentido.
GARANTIA LEGAL – Período de tempo previsto em lei que o comprador dispõe para reclamar do vício ou defeito verificado na compra de seu produto.
LEI 4.591 DE 16 DE DEZEMBRO DE 1964 – É a lei que dispõe sobre as incorporações imobiliárias e, naquilo que não for regrado pelo Código Civil, sobre o Condomínio em edificações.
MANUTENÇÃO – Nos termos da ABNT NBR 15575, conjunto de atividades a serem realizadas no curso da vida útil da edificação para conservar ou recuperar a sua capacidade funcional e de seus sistemas constituintes e atender as necessidades e segurança dos seus usuários, de responsabilidade do condomínio / proprietário.
MANUTENÇÃO ROTINEIRA – Nos termos da ABNT NBR 5674, caracteriza-se por um fluxo constante de serviços, padronizados e cíclicos, citando-se, por exemplo, limpeza geral e lavagem de áreas comuns.
MANUTENÇÃO CORRETIVA – Nos termos da ABNT NBR 5674, caracteriza-se por serviços que demandam ação ou intervenção imediata a fim de permitir a continuidade do uso dos sistemas, elementos ou componentes das edificações, ou evitar graves riscos ou prejuízos pessoais e/ou patrimoniais aos seus usuários ou proprietários.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA – Nos termos da ABNT NBR 5674, caracteriza-se por serviços cuja realização seja programada com periodicidade, praticando as solicitações dos usuários, garantindo a durabilidade esperada dos sistemas, elementos ou componentes das edificações em uso, gravidade e urgência, e elaborando verificações periódicas sobre o seu estado de degradação.
PROFISSIONAL HABILITADO – Pessoa física e/ou jurídica, prestadora de serviço, legalmente habilitada, com registro válido em órgãos legais competentes para exercício da profissão, ciente dos respectivos riscos e implicações de sua atividade nas soluções adotadas do edifício.
SOLIDEZ DA CONSTRUÇÃO – São itens relacionados à solidez da edificação e que possam comprometer a sua segurança, tais como peças e componentes da estrutura do edifício, tais como lajes, paredes, pilares, estruturas de fundação, contenções e arcos.
VÍCIOS APARENTES – São aqueles de fácil constatação, detectados quando da vistoria de recolhimento do imóvel.
VÍCIOS OCULTOS – São aqueles não detectáveis no momento da entrega do imóvel.
VIDA ÚTIL (VU) – Nos termos da ABNT NBR 15575, vida útil é o período de tempo em que um edifício e/ou seus sistemas se prestam às atividades para as quais foram projetados e construídos, com atendimento dos níveis de desempenho previstos nas normas técnicas, considerando a periodicidade e a correta execução dos processos de manutenção especificados no respectivo Manual de Uso, Operação e Manutenção (a vida útil não pode ser confundida com prazo de garantia legal ou contratual).
1.2 DISPOSIÇÕES GERAIS
- A construtora e/ou incorporadora deverá entregar o Manual do Proprietário e todos os anexos das unidades autônomas;
- Ao síndico deverá ser entregue o Manual das Áreas Comuns em conformidade com a ABNT NBR 14037;
- A construtora e/ou incorporadora deverá entregar e fornecer todas as características (ex.: carga máxima, tensão etc.), informações, jogos de plantas e especificações das unidades autônomas, das áreas comuns e dos equipamentos;
- A construtora e/ou incorporadora deverá entregar sugestão ou modelo de programa de manutenção e sugestão ou modelo de lista de verificação do programa de manutenção do edifício, conforme ABNT NBR 5674 e ABNT NBR 14037.
- Alguns sistemas da edificação possuem normas específicas que descrevem as manutenções necessárias, as mesmas complementam e não invalidam as informações descritas neste manual e vice-versa.
- A construtora e/ou incorporadora deverá entregar todos os documentos sob sua responsabilidade descritos no anexo A da norma ABNT NBR 14037.
- A construtora e/ou incorporadora deverá prestar o Serviço de Atendimento ao Cliente para orientações e esclarecimentos de dúvidas referentes à manutenção e à garantia.
- A construtora e/ou incorporadora deverá prestar, dentro do prazo legal, o serviço de Assistência Técnica de garantia.
- A Construtora/Incorporadora é responsável pela execução dos serviços e a substituição das peças de acordo com as especificações originais do prédio.
- Havendo alteração ou particularização das peças de acabamento, ainda que executadas pela Construtora/Incorporadora, a pedido do adquirente, será deste último a responsabilidade de providenciar as peças e materiais substitutos necessários.
- Não sendo possível a reposição, deverá o adquirente arcar com o ônus dos custos que excederem o serviço de reparo.
- Recomenda-se que o adquirente guarde as notas fiscais dos materiais que comprar para aplicação na obra. O adquirente deve solicitar ao vendedor que descreva na nota fiscal as características do material necessário para uma possível compra complementar.
- O Condomínio e o Proprietário ao constatar uma anormalidade (anomalia) deve entrar em contato com a Assistência Técnica da Construtora/Incorporadora para que efetue a verificação, e quando aplicável, tomar as providências necessárias.
- Constatando-se, em vista de avaliação dos serviços solicitados, que estes serviços não estão enquadrados nas condições da garantia, poderá ser cobrada uma taxa de visita.
- A liberação dos locais e áreas a serem reparadas é de responsabilidade e ônus dos ocupantes, não cabendo ônus à Construtora e/ou incorporadora quanto à montagem e desmontagens, mudanças e/ou do mobiliário, hospedagens ou depósitos.
- No caso de alteração do síndico ou responsável legal pelo edifício, este deverá transmitir as orientações sobre o adequado uso, manutenção e garantia das áreas comuns ao seu substituto e entregar formalmente os documentos e manuais correspondentes.
- No caso de revenda ou locação, o proprietário deverá transmitir as orientações sobre o adequado uso, manutenção e garantia do seu imóvel ao novo condômino, entregando a ele os documentos e manuais correspondentes.
- O proprietário é responsável pela manutenção de sua unidade e corresponsável pela manutenção do conjunto da edificação, conforme estabelecido nas Normas Técnicas brasileiras, no Manual do Proprietário e no Manual das Áreas Comuns, obrigando-se a permitir o acesso do profissional destacado pela construtora e/ou incorporadora, sob pena de perda de garantia.
- O proprietário da unidade autônoma se obriga a efetuar a manutenção do imóvel, conforme as orientações constantes no Termo de Garantia, bem como no Manual do Proprietário, sob pena de perda de garantia.
- O condomínio é responsável pela execução e o síndico pela implantação e gestão do Programa de Manutenção de acordo com a ABNT NBR 5674 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção.
- O condomínio e o proprietário devem cumprir as Normas Técnicas brasileiras, legislações e normas das concessionárias e devem ficar atentos para as alterações que estes instrumentos possam sofrer ao longo do tempo.
- As características operacionais de cada edifício deverão estar contidas no manual específico do empreendimento, conforme planejado, construído e entregue.
- A contagem dos prazos de garantia é iniciada a partir do auto de conclusão da edificação (Habite-se) ou da entrega da obra, o que primeiro ocorrer, e não se somam aos prazos legais de garantia.
- Os prazos de garantia consistem garantia contratual, concedida facultativamente pelo fornecedor, mas, se concedida, deverá ser por termo escrito, padronizado e esclarecer, de maneira adequada, em que consiste a mesma, bem como as condições e a forma em que pode ser exercida.
- Materiais industrializados que apresentam diferenças de tonalidade não poderão ser recusados, desde que sejam do mesmo fabricante ou fornecedor, sendo do mesmo modelo e da mesma qualidade.
- O mesmo se aplica a tintas e revestimentos sujeitos a ação do tempo, afetando sua coloração, tais como: pinturas, vernizes, muros, etc.
2. TERMO DE GARANTIA
A GARANTIA DO IMÓVEL tem por objetivo discriminar, de forma clara, os prazos e as condições de garantia dos serviços executados na construção do imóvel, e quais são os direitos e deveres do proprietário do imóvel para que estas condições de garantia não sejam perdidas.
Os prazos constantes do Termo de Garantia foram indicados em conformidade com a norma técnica ABNT NBR 15375. Assim sendo, os prazos referidos em tais documentos correspondem aos prazos totais de garantia, não implicando soma aos prazos de garantia legal. Os prazos de garantia de materiais, equipamentos e serviços dos sistemas tem validade a partir da data do Auto de Conclusão do Imóvel (Habite-se).
A seguir apresentamos a TABELA A com o prazo de garantia contratual, para empreendimentos que tiveram seus projetos de construção protocolados nos órgãos competentes posteriormente à validade da norma ABNT NBR 15575 – (19/07/2013).
2.1 TERMO DE VISTORIA DO IMÓVEL
Quando concluída a obra, será efetuada a vistoria da unidade, utilizando-se o respectivo TERMO DE VISTORIA DO IMÓVEL quando será verificado, se as especificações descritas foram acordadas e se há vícios aparentes de construção.
Caso se verifique vícios durante a vistoria, não serão recebidas as chaves do imóvel. Após os reparos, será realizada nova vistoria. A ocupação do imóvel caracterizará o cumprimento das obrigações preventivas existentes e a inexistência de quaisquer falhas ou vícios aparentes.
2.2 CONCESSÃO DA GARANTIA
A garantia abrange os reparos necessários, em decorrência exclusiva de vícios de construção. Sendo assim, os serviços reconhecidos como vícios de construção serão reparados por pessoal qualificado pertencente à equipe de Assistência Técnica da Construtora/Incorporadora ou empresas contratadas por ela, ou da Assistência Técnica de fabricantes de materiais ou fornecedores de serviços. Todos os materiais substituídos e a respectiva mão de obra executados dentro do período de garantia serão gratuitos, bem como todos os materiais substituídos na forma acima serão de propriedade do construtor/incorporador.
Os sistemas que compõem a edificação necessitam de um plano de manutenção específico, que atenda às recomendações dos fabricantes, diretivas da ABNT 5674 e normas específicas do sistema, quando houver.
2.3 CONDIÇÕES PARA EFETIVAÇÃO DA GARANTIA
São condições para efetivação da garantia:
- Que os defeitos apontados não tenham sido causados pela inadequada ou por má utilização ou manutenção do imóvel, desgaste natural dos materiais, acidentes de qualquer natureza ou prolongado desuso;
- Que o imóvel tenha sido mantido e conservado adequadamente conforme instruções contidas neste manual e sem ter sido mantido fechado por longos períodos sem o devido arejamento, limpeza e lubrificações;
- Que não tenham sido feitas reformas ou modificações por terceiros no imóvel, modificando suas características básicas na área afetada;
- Que tenha sido feita a vistoria do imóvel antes do recebimento da unidade.
- Que a validade da garantia ainda esteja em vigor, conforme prazos estabelecidos em Quadro adiante.
- Que o PROPRIETÁRIO/USUÁRIO esteja atualizado em suas obrigações com a CONSTRUTORA / INCORPORADORA.
OBSERVAÇÃO:
É imprescindível que o Proprietário providencie o acesso ao imóvel ao pessoal da Assistência Técnica de garantia.
2.3 PRAZOS DE GARANTIA
TABELA A
Para empreendimentos que tiveram seus projetos de construção protocolados nos órgãos competentes posteriormente à validade da norma ABNT NBR 15575 – (19/07/2013).
TABELA DE GARANTIAS
2.4 PERDA DE GARANTIA
As condições de garantia do imóvel serão canceladas nas seguintes situações:
- Pelo decurso dos prazos de garantia;
- Caso haja reforma ou alteração que comprometa o desempenho, estabilidade e funcionamento do empreendimento ou de algum sistema nas áreas comuns e autônomas, ou que altere o resultado previsto em projeto para o edifício, tais como modificações nas partes estruturais, instalações, esquadrias, pisos e outros elementos.
- Pelo desuso ou falta de uso;
- Caso haja mau uso ou não forem tomados os cuidados de uso. Defeito de funcionamento ou dano que sejam resultantes da inadequada utilização ou da má conservação do imóvel e de seus materiais, componentes e equipamentos, em especial devido ao emprego de sobrecarga na estrutura ou pisos, ou do emprego de substâncias químicas ou materiais de limpeza e conservação inadequadas que provoquem danos.
- Caso seja realizada limpeza inadequada;
- Caso não seja implantado e executado de forma eficiente o Programa de Manutenção de acordo com a ABNT NBR 5674 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção, ou comprovada a efetiva realização das ações descritas no plano;
- Caso seja realizada substituição de qualquer parte do sistema com uso de peças, componentes que não possuam característica de desempenho equivalente ao original entregue pela incorporadora/construtora;
- Caso os proprietários não permitam o acesso de profissional destacado pela construtora e/ou incorporadora às dependências de suas unidades ou às áreas comuns, quando for o caso de proceder à vistoria técnica ou os serviços de assistência técnica;
- Caso seja executada reforma, alteração ou descaracterizações dos sistemas na unidade autônoma ou nas áreas comuns;
- Execução de quaisquer reparos por terceiros antes do diagnóstico e avaliação da empresa construtora/incorporadora.
- Caso sejam identificadas irregularidades em eventual vistoria técnica e as providências sugeridas não forem tomadas por parte do proprietário ou do condomínio;
- Caso seja realizada substituição de qualquer parte do sistema com uso de peças, componentes que não possuam característica de desempenho equivalente ao original entregue pela incorporadora/construtora;
- Se, durante o prazo de vigência da garantia não for observado o que dispõem o Manual do Proprietário, Manual das Áreas Comuns e ABNT NBR 5674, no que diz respeito à manutenção correta para edificações em uso ou não;
- Se, nos termos do artigo 393 do Código Civil, ocorrer qualquer caso fortuito, ou de força maior, que impossibilite a manutenção da garantia concedida;
- Falta de comprovação da realização de manutenção eventualmente estabelecida, conforme previsto na norma ABNT NBR 5674.
2.5 SITUAÇÕES NÃO COBERTAS PELA GARANTIA
Não estão cobertas peças que apresentem desgaste natural pelo tempo ou uso.
2.6 SOLICITAÇÃO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA
O atendimento à Assistência Técnica pela empresa ao usuário/proprietário do imóvel será realizado pela Construtora/Incorporadora mediante o encaminhamento das solicitações à empresa. A Construtora/Incorporadora obriga-se a prestar dentro do prazo de garantia estabelecida, o serviço de assistência técnica, reparando, sem ônus, os defeitos verificados, na forma prevista no Manual do Proprietário.
Constituindo-se na vista de avaliação dos serviços solicitados que esses serviços não estão enquadrados nas condições de garantia, será cobrada uma taxa de vista e não caberá à Construtora/Incorporadora a execução dos serviços.
Para votos relacionados à solicitação de assistência técnica nas áreas comuns do empreendimento o responsável pela aprovação dos serviços será o Síndico ou administrador do condomínio.
3. INFORMAÇÕES SOBRE USO, MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO
É IMPORTANTE DESTACAR QUE para conservação do imóvel e perpetuação das condições mínimas de habitabilidade, conforme o esperado durante sua vida útil de projeto, é imprescindível que o usuário utilize de forma correta e promova a MANUTENÇÃO PREVENTIVA de sua unidade. Assim, haverá um menor desgaste de materiais e peças, evitando-se danos e o envelhecimento precoce das partes do Edifício.
DE ACORDO COM A NBR ABNT NBR 5674 MANUTENÇÃO DE EDIFICAÇÃO, A RESPONSABILIDADE PRINCIPAL DA MANUTENÇÃO É DO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL OU SEU REPRESENTANTE LEGAL.
Sempre que o fabricante ou executante recomendar procedimento diferentemente do aqui exposto prevalecerá as recomendações deles.
A seguir estão descritos os cuidados básicos necessários nas operações de uso, limpeza e manutenção dos sistemas e componentes desta edificação.
3.1 SISTEMA ESTRUTURAL
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
Componente da edificação constituído por elementos que visam garantir a estabilidade e segurança da edificação e sua estabilidade de acordo com as Normas Técnicas e seus materiais e componentes são submetidos a controles tecnológicos para garantir a conformidade com o projeto. Sempre que optar por fazer reformas consulte os projetos do edifício que deve estar em poder do síndico.
Os materiais usados para a execução da estrutura, pisos e revestimento são de naturezas diferentes, tendo, portanto, coeficientes de elasticidade, deformação, resistência e dilatações térmicas diferentes. É natural, diante de variações de condições de temperatura e de umidade relativa do ar o aparecimento de fissuras no revestimento. As mesmas tendem, à medida que a edificação vai sendo ocupada, a estrutura sofre uma acomodação natural no terreno gerando o aparecimento das mesmas fissuras. O surgimento desses tipos de fissura não compromete de forma alguma a segurança da edificação e o aparecimento das mesmas é totalmente natural.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 6118, ABNT NBR 14931, ABNT NBR 15575-1, ABNT NBR 15575-2, ABNT NBR 15575-3, ABNT NBR 15575-4, ABNT NBR 8681, ABNT NBR 15200, ABNT NBR 14762, ABNT NBR 8800, ABNT NBR 7190, ABNT NBR 8953, ABNT NBR 12655, ABNT NBR 5732, ABNT NBR 5733, ABNT NBR 5734, ABNT NBR 6111, ABNT NBR 7480, ABNT NBR 7222, ABNT NBR 7681, ABNT NBR 8545, ABNT NBR 9062, ABNT NBR 11709, ABNT NBR 12655, ABNT NBR 13714, ABNT NBR 14931
RECOMENDAÇÕES DE USO
- NÃO perfurar ou alterar a seção ou criar passagem de dutos ou tubulações em quaisquer elementos estruturais para evitar danos à solidez e à segurança da edificação.
- NÃO sobrecarregar as estruturas e pisos além do limite previsto em projeto, sob o risco de gerar fissuras ou comprometimento dos elementos estruturais e de vedação, como, por exemplo, troca de uso dos ambientes e colocação de ornamentos decorativos com carga excessiva, verifique com profissional habilitado se o peso gerado pela mesma está dentro dos limites do projeto do edifício.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
- Caso sejam observados descolamentos entre pilares e paredes, estes deverão ser recuperados imediatamente;
- Caso seja observado algum estalo na estrutura comunicar imediatamente à Construtora/Incorporadora.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Qualquer dos elementos estruturais, vigas, pilares, paredes, lajes, alvenarias (estruturais) for retirado total ou parcialmente ou alterados, conforme Memorial Descritivo ou projeto estrutural;
- Fissura observada sobre vigas ou lajes além dos limites de projeto;
- Não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.2 SISTEMA DE VEDAÇÕES (PAREDES)
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
A alvenaria é um subsistema da edificação, constituída por elementos que compartimentam e definem os ambientes.
As paredes têm a finalidade de vedação e separação de ambientes. Podem ser em alvenaria (tijolo e bloco de concreto), de gesso acartonado (dry-wall) ou outro sistema construtivo. Nas paredes podem estar embutidas instalações hidrossanitárias, pluviais, elétricas, telefônicas e de gás.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 15270-1, ABNT NBR 15270-2, ABNT NBR 15270-3, ABNT NBR 15575-4, ABNT NBR 12118, ABNT NBR 15894, ABNT NBR 15928, ABNT NBR 16055, ABNT NBR 6136, ABNT NBR 8491, ABNT NBR 8545, ABNT NBR 10833, ABNT NBR 13753
RECOMENDAÇÕES DE USO
- De maneira geral é sempre recomendável que antes de se perfurar as paredes sejam consultados os projetos, o que evita a perfuração de tubulações de água, energia elétrica ou gás, nelas embutidas.
- Para fixação de móveis, acessórios ou equipamentos, utilizar parafusos e buchas apropriadas e evitar impacto nos revestimentos que possam causar danos ou prejuízos ao desempenho do sistema.
- Manter, sempre que possível, os ambientes bem ventilados, pois nos períodos de inverno ou de chuva poderão surgir manchas de mofo nas paredes, decorrentes de condensação de água por deficiência de ventilação, principalmente em ambientes fechados (armários, atrás de cortinas e forros de banheiro).
- Não sobrecarregar as paredes internas de Drywall, devendo ser observados os limites de carregamento previstos por norma.
- Observar a ocorrência de infiltrações, pois a ação das águas sobre elementos de gesso poderá ocasionar fissuras.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
- Caso sejam observados descolamentos (queda de pedaços de revestimento) entre pilares e paredes, estes deverão ser recuperados imediatamente.
- Nas paredes internas é considerado normal e aceitável fissuras com aberturas de até 0,5 mm. Para paredes externas, eventuais fissuras que surjam e não provocarem infiltração para o interior da edificação são consideradas aceitáveis e normais. No surgimento de qualquer fissura chame imediatamente a construtora/incorporadora para a verificação do problema.
- Caso sejam observados pequenos buracos e fissuras no drywall, estes deverão ser recuperados imediatamente.
- Observar a boa manutenção dos revestimentos aplicados sobre as vedações, como argamassas, gesso ou pintura.
- Combater o mofo com produto químico específico e que não danifique os componentes do sistema de vedação;
- As áreas internas e a fachada da edificação devem ser pintadas conforme programa de gestão de manutenção do condomínio, a fim de evitar envelhecimento, perda de brilho, descascamento e eventuais fissuras que possam causar infiltração. Realizar tratamento das fissuras para evitar infiltrações futuras;
- Toda vez que for realizada uma repintura após a entrega da edificação, deverá ser feito um tratamento das fissuras evitando assim infiltrações futuras de água.
- Somente utilizar peças originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Caso seja feita alteração dos elementos de vedação com relação ao projeto original;
- Se forem identificadas sobrecargas além dos limites normais de utilização previstos nas vedações.
- Não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.3 SISTEMAS DE REVESTIMENTOS
Revestimento é um subsistema da construção do edifício utilizado para regularizar a superfície dos elementos de vedação e estruturas, servindo de base para receber os materiais de acabamento (cerâmica, pedras naturais, pintura e outros). Os revestimentos podem ser de gesso executado ou de argamassa.
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
3.3.1 REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA OU GESSO
Os revestimentos de argamassa são o chapisco e o reboco interno e externo e os de gesso são o gesso-cola, o gesso acartonado e o gesso em placa.
3.3.2 SISTEMA DE FORROS DE GESSO (INTERNO E EXTERNO)
O sistema de revestimento por forro de gesso consiste no uso de placas de gesso acartonado, fixas ao elemento estrutural do teto (laje) do pavimento superior, através de perfis fixos. Estas são encarregadas entre si e recebem massa para acabamento liso.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 13245, ABNT NBR 14715-1, ABNT NBR 14715-2, ABNT NBR 13757, ABNT NBR 15338-1, ABNT NBR 15338-2, ABNT NBR 15338-3 e ABNT NBR 15846
RECOMENDAÇÕES DE USO
- De maneira geral é sempre recomendável que antes de se perfurar as paredes sejam consultados os projetos, o que evita a perfuração de tubulações de água, energia elétrica ou gás, nelas embutidas e camadas impermeabilizadas;
- Para fixação de móveis, acessórios ou equipamentos, utilizar parafusos e buchas apropriadas e evitar impacto nos revestimentos que possam causar danos ou prejuízos ao desempenho do sistema;
- No caso de forros de gesso, não fixar suportes para pendurar quadros, televisores ou qualquer outro objeto, pois não estão dimensionados para suportar peso. Para fixação de luminárias, verificar recomendações e instruções quanto ao peso;
- Evitar o choque causado por batida de pontas;
- Não lavar as paredes e tetos;
- Limpar os revestimentos somente com produtos apropriados, que atendam os requisitos definidos pela construtora/incorporadora;
- Nunca molhar o forro de gesso, pois o contato com a água faz com que o gesso se desfaça;
- Evitar impacto no forro de gesso que possa danificá-lo;
- Para evitar o aparecimento de bolor nos tetos de banheiros causados pela umidade do banho, procure manter as janelas abertas durante e após seu uso.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 ano |
Rejuntar as juntas de banheiros e tetos embutidos |
Empresa capacitada / empresa especializada |
|
A cada 1 ano |
Verificar a estanqueidade e fixação de vidros, gás e tetos, portas, esquadrias, elementos decorativos |
Empresa capacitada / empresa especializada |
|
A cada 2 anos |
Revisar a pintura das áreas secas, se necessário, repintá-las evitando o envelhecimento, a perda de brilho, o descascamento e eventuais fissuras |
Empresa capacitada / empresa especializada |
|
A cada 3 anos |
Rejuntar paredes e tetos de áreas secas |
Empresa capacitada / empresa especializada |
- Utilizar somente componentes originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Impacto em desacordo com a ABNT NBR 15575, que ocasione danos no revestimento;
- Utilização de equipamentos, produtos ou uso do revestimento em desacordo com o especificado acima;
- Danos causados por furos para instalação de peças em geral;
- Uso de máquinas de alta pressão nas superfícies;
- Se forem constatadas manchas por utilização de produtos químicos impróprios;
- Se forem constatadas quebras ou descolamentos por impacto ou pela não observância dos cuidados necessários durante o uso;
- Se forem constatados riscos ou amassados causados por transporte de móveis ou qualquer outro objeto;
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.3.3 REVESTIMENTO CERÂMICO INTERNO
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
São AZULEJOS, CERÂMICAS, PORCELANATOS, PASTILHAS, geralmente utilizados em pisos e paredes. Têm a função de auxiliar na impermeabilização de áreas molhadas e umedecidas e tornar os ambientes de fácil limpeza, tornando o ambiente mais higiênico.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 13816, ABNT NBR 13817, ABNT NBR 13818 e ABNT NBR 9817
RECOMENDAÇÕES DE USO
- De maneira geral é sempre recomendável que antes de se perfurar as paredes sejam consultados os projetos, o que evita a perfuração de tubulações de água, energia elétrica ou gás, nelas embutidas e camadas impermeabilizadas;
- Para fixação de móveis, acessórios ou equipamentos, utilizar parafusos e buchas apropriadas e evitar impacto nos revestimentos que possam causar danos ou prejuízo ao desempenho do sistema;
- Evitar arrastar móveis, equipamentos ou materiais pesados sobre o piso para evitar riscos, desgaste e/ou descolamento dos revestimentos;
- Não utilizar detergentes agressivos, ácidos ou soda cáustica, bem como produtos concentrados de amoníaco que atacam o esmalte das peças e seu rejuntamento;
- Não utilizar máquinas de alta pressão de água, vassouras de pia, escovas de cerdas duras, peças pontiagudas, palhas ou esponjas de aço na limpeza, pois podem danificar a peça e o revestimento;
- Não utilizar objetos cortantes ou perfurantes para auxiliar na limpeza dos cantos de difícil acesso. Não entrar com espátulas metálicas, procurar sempre que possível utilizar instrumentos plásticos ou PVC;
- Em áreas muito úmidas como banheiros e saunas, sempre que possível deixar o ambiente ventilado para evitar mofo;
- Somente lavar áreas denominadas molhadas.
- No caso de existir peças soltas ou trincadas, fazer a troca imediata com argamassa própria.
- Atentar para não danificar o revestimento durante a instalação de telas de proteção, grades ou equipamentos e vedar os furos com silicone, mastique ou produto com desempenho equivalente, para evitar infiltração.
- Para a correta limpeza dos materiais cerâmicos recomendamos que o proprietário / usuário consulte o site dos fornecedores de materiais.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
FREQUÊNCIA |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 ano |
Retirar e se necessário, limpar ou remover e montar a cuba gelada de sujeira |
Empresa capacitada/ empresa capacitada |
|
A cada 1 ano |
Verificar a calafetação, fixação, oxidação e estado geral de ralos, para-raios, antenas, esquadrias, elementos decorativos, etc. |
Empresa capacitada/ empresa capacitada |
|
A cada 1 ano |
Verificar sua integridade e reconstituir os rejuntamentos internos e externos nos pisos, paredes, peitoris, soleiras, ralos, peças sanitárias, bordas de banheiras, chaminés, grelhas de ventilação e outros sistemas |
Empresa capacitada/ empresa capacitada |
|
A cada 1 ano |
(recomendada a limpeza dos pavimentos externos, por exemplo, troços e calçadas para evitar o acúmulo de água), musgo, limo e uso de grafitagem. Utilizar dados recebidos para imagens |
Empresa capacitada/ empresa capacitada |
A limpeza e limpeza desses revestimentos poderão ser feitas com sabão em pó neutro, utilizando pano úmido ou esponjas.- Verificar se existem peças soltas ou trincadas e ressaneá-las com argamassa colante.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Impacto em desacordo com a ABNT NBR 15575, que ocasione danos no revestimento;
- Utilização de equipamentos, produtos ou uso do revestimento em desacordo com o especificado acima;
- Danos causados por furos para instalação de peças em geral;
- Uso de máquinas de alta pressão nas superfícies;
- Se forem constatadas manchas por utilização de produtos químicos impróprios;
- Se forem constatadas quebras ou descolamentos por impacto ou pela não observância dos cuidados necessários durante o uso;
- Se forem constatados riscos ou amassados causados por transporte de móveis ou qualquer outro objeto;
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.3.4 REVESTIMENTOS CERÂMICO EXTERNO
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
Os revestimentos cerâmicos externos são os utilizados em fachadas, muros, jardineiras e pisos, com a função de proteger as superfícies externas, além de sua função decorativa.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 13816, ABNT NBR 13817, ABNT NBR 13818 e ABNT NBR 9817
RECOMENDAÇÕES DE USO
- De maneira geral é sempre recomendável que antes de se perfurar as paredes sejam consultados os projetos, o que evita a perfuração de tubulações de água, energia elétrica ou gás, nelas embutidas e camadas impermeabilizadas.
- Para fixação de móveis, acessórios ou equipamentos, utilizar parafusos e buchas apropriadas e evitar impacto nos revestimentos que possam causar danos ou prejuízos ao desempenho do sistema.
- Evitar arrastar móveis, equipamentos ou materiais pesados sobre o piso para evitar riscos, desgaste e/ou descolamento.
- Não utilizar detergentes agressivos, ácidos ou soda cáustica, bem como produtos concentrados de amoníaco que atacam o esmalte das peças e seu rejuntamento.
- Não utilizar máquinas de alta pressão de água, vassouras de piscina, escovas de cerdas duras, peças pontiagudas, palhas ou esponjas de aço na limpeza, pois podem danificar a peça e o revestimento.
- Não utilizar objetos cortantes ou perfurantes para auxiliar na limpeza dos cantos de difícil acesso. Não entrar com espátulas metálicas, procure sempre que possível utilizar instrumentos plásticos ou PVC.
- No caso de existir peças soltas ou trincadas, fazer a troca imediata com argamassa própria.
- Atentar para não danificar o revestimento durante a instalação de telas de proteção, grades ou equipamentos e vedar os furos com silicone, mastique ou produto com desempenho equivalente, para evitar infiltração.
- Para a correta limpeza dos materiais cerâmicos recomendamos que o proprietário / usuário consulte o site dos fornecedores de materiais.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 ano |
Verificar e se necessário o rejunte e/ou remover e novo e a calafetação de ralos |
Empresa capacitada / empresa capacitada |
|
A cada 2 anos |
Verificar a calafetação, fixação, oxidação e estado geral de ralos, para-raios, antenas, esquadrias, elementos decorativos, etc. |
Empresa capacitada / empresa capacitada |
|
A cada 3 anos |
Verificar sua integridade e reconstituir os rejuntamentos internos e externos nos pisos, paredes, peitoris, soleiras, ralos, peças sanitárias, bordas de banheiras, chaminés, grelhas de ventilação e outros sistemas |
Empresa capacitada / empresa capacitada |
|
A cada 3 anos |
É recomendada a limpeza dos pavimentos externos, por exemplo, calçadas e pisos para evitar o acúmulo de água, musgo, limo e uso de grafitagem. Utilizar dados recebidos para imagens |
Empresa capacitada / empresa capacitada |
|
A cada 3 anos |
Em fachadas, é recomendada a limpeza e verificação dos elementos como sujidades e montantes, e se necessário, pintar anexos |
Empresa capacitada / empresa capacitada |
A limpeza e limpeza desses revestimentos poderão ser feitas com sabão em pó neutro, utilizando pano úmido ou esponjas.- Verificar se existem peças soltas ou trincadas e ressaneá-las com argamassa colante.
===== Page 13 =====
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Impacto em desacordo com a ABNT NBR 15575, que ocasione danos no revestimento;
- Utilização de equipamentos, produtos ou uso do revestimento em desacordo com o especificado acima;
- Danos causados por furos para instalação de peças em geral;
- Uso de máquinas de alta pressão nas superfícies;
- Se forem constatadas manchas por utilização de produtos químicos impróprios;
- Se forem constatadas quebras ou descolamentos por impacto ou pela não observância dos cuidados necessários durante o uso;
- Se forem constatados riscos ou amassados causados por transporte de móveis ou qualquer outro objeto;
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.3.5 REVESTIMENTOS EM PEDRAS NATURAIS
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
Os revestimentos de pedras naturais são geralmente mármores e granitos. São utilizados como revestimento de pisos e paredes, soleiras e pisos de escada, peitoris de varanda e ainda como bancadas de cozinhas e banheiros.
Por serem produtos de origem natural, podem ter diferenças de tonalidade e textura, características naturais e aceitas neste tipo de revestimento, que podem ou não receber acabamento ou tratamento específico. Características como dureza, composição mineralógica, porosidade e absorção de água são específicas para cada tipo de pedra.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 15845 e ABNT NBR 15866
RECOMENDAÇÕES DE USO
- De maneira geral é sempre recomendável que antes de se perfurar as paredes sejam consultados os projetos, o que evita a perfuração de tubulações de água, energia elétrica ou gás, nelas embutidas e camadas impermeabilizadas.
- Para fixação de móveis, acessórios ou equipamentos, utilizar parafusos e buchas apropriadas e evitar impacto nos revestimentos que possam causar danos ou prejuízos ao desempenho do sistema.
- Não utilizar máquina de alta pressão de água, vassoura de piscina, escovas com cerdas duras, peças pontiagudas, esponjas ou palhas de aço, espátulas metálicas, objetos cortantes ou perfurantes na limpeza, pois podem danificar o sistema de revestimento.
- Não danificar o revestimento durante a instalação de tela de proteção, grade ou equipamentos e vedar os furos com silicone, mastique ou produto com desempenho equivalente para evitar infiltração.
- Não arrastar móveis, equipamentos ou materiais pesados, para que não haja desgaste excessivo ou provoque danos à superfície do revestimento.
- Utilizar enceradeira industrial com escova apropriada para a superfície a ser limpa.
- Evitar utilizar produtos químicos para limpeza (cloro líquido, soda cáustica, ou produtos à base de ácido muriático), pois estes podem danificar os revestimentos severamente.
- Procure não deixar cair sobre estes materiais metálicos ou de limpeza como palha de aço, moedas, ferramentas, etc., pois os mesmos enferrujam em contato com a umidade e com isso mancham as pedras.
- Existem produtos próprios para limpeza de pedras naturais. Evite deixar cair sobre as pedras, graxa, produtos oleosos, massa de vidraceiro ou tintas, pois os mesmos penetram nos poros das pedras causando manchas.
- No procedimento de limpeza de pedras polidas, remover primeiro o pó ou partículas sólidas nas superfícies de piso e bancadas. Nos pisos e escadas, a remoção deve ser feita com vassoura de pêlo, sem aplicar pressão excessiva para evitar riscos e desgastes no revestimento ou rejunte devido à areia e, em seguida, aplicar um pano levemente umedecido com água, espremendo solução diluída de produtos químicos, conforme especificação.
- O contato de alguns tipos de pedras com líquidos podem causar manchas.
- Revestimento em pedras naturais irregulares poderá acumular líquidos em pontos isolados, em função das características geométricas. Se necessário, remover o excesso com uso de rodo.
- Sempre que possível, utilizar capachos ou tapetes nas entradas para reter o volume de partículas sólidas sobre o piso.
- Para a recolocação de peças, utilizar a argamassa específica para cada tipo de revestimento e não danificar a camada impermeabilizante, quando houver.
- O rejunte utilizado para pedras naturais é o epóxi. No caso de peitoris de varanda utiliza-se o polimérico. Nunca utilize qualquer tipo de argamassa para rejuntar pedras naturais em áreas molhadas como, por exemplo, em banheiros.
- A calafetação em peças de metal e roscas (ex.: válvula de lavatório) deve ser feita com material apropriado. Não utilizar massa de vidraceiro, para evitar manchas.
- Não remover suportes, ou parte deles, dos revestimentos em pedras fixadas em elementos metálicos. Em casos de manutenção ou troca, contatar uma empresa especializada.
- Somente lavar áreas denominadas molhadas, conforme a ABNT NBR 15575.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 mês |
Verificar o estado de peças soltas ou trincadas |
Empresa especializada |
|
A cada 1 mês |
Nas áreas de circulação, efetuar a limpeza com produtos com poder de limpeza inferior ao da pedra a fim de manter a camada protetora |
(equipe de manutenção local) |
|
A cada 1 ano |
Verificar a calafetação, fixação, oxidação e estado geral de ralos, para-raios, antenas, esquadrias, elementos decorativos etc. |
Empresa especializada |
|
A cada 1 ano |
Verificar sua integridade e reconstituir os rejuntamentos internos e externos nos pisos, paredes, peitoris, soleiras, ralos, peças sanitárias, bordas de banheiras, chaminés, grelhas de ventilação e outros sistemas, pois eventuais falhas neles poderão causar infiltração de água que devem ser preenchidas com material adequado e vedadas com produtos de vedação. |
Empresa especializada |
|
A cada 2 anos |
Em fachadas, é recomendada a limpeza e verificação dos elementos como sujidades e montantes, e se necessário, realizar a pintura |
Empresa especializada |
A limpeza diária deve ser feita com uma vassoura de pêlos macios, a limpeza semanal deve ser feita com pano úmido com um pouco de detergente de pH neutro, dissolvido em água ou com uma solução de 15 litros de água para 5 ml de amoníaco. Enxaguar em seguida e secar com pano macio e limpo.- Não deixe cair substância oleosa ou ácida sobre as pedras naturais, pois podem causar manchas, tornando necessário limpar a superfície imediatamente.
- Utilizar somente componentes originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes. Em áreas molhadas ou molháveis, manter o ambiente ventilado, para evitar surgimento de fungo ou bolor.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4 acrescidas de:
- Se forem constatadas manchas ou perda de polimento por utilização de produtos químicos impróprios;
- Se forem constatadas quebras ou descolamentos por impacto ou pela não observância dos cuidados necessários durante o uso;
- Se forem constatados riscos ou amassados causados por transporte de móveis ou qualquer outro objeto;
- Danos causados por utilização de equipamentos em desacordo com o especificado;
- Impacto em desacordo com o definido na ABNT NBR 15575, que ocasione danos no revestimento;
- Danos causados por furos para instalação de peças em geral.
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
ABNT NBR 15575
3.3.6 REJUNTE
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
Rejunte é um material de construção específico para preenchimento das juntas de dilatação e de assentamento de peças cerâmicas na parede ou no piso com a função de impermeabilizar as lacunas das peças cerâmicas. Este é o componente final do sistema de revestimentos cerâmicos ou em pedras naturais. Estes existem para dar tratamento às juntas de dilatação de materiais cerâmicos e de pedras naturais. Têm a função também de absorver pequenas deformações e dar acabamento dificultando a penetração de água. São, por isso, específicos para cada local aplicado.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 13818 e ABNT NBR 14992
RECOMENDAÇÕES DE USO
- A limpeza de locais com a presença de rejunte, deve ser feita com sabão neutro, pano úmido ou esponjas macias.
- Não utilizar máquina de alta pressão de água, vassoura de piscina, escovas com cerdas duras, peças pontiagudas, esponjas ou palhas de aço, espátulas metálicas, objetos cortantes ou perfurantes na limpeza, pois podem danificar o sistema de revestimento.
- Não arrastar móveis, equipamentos ou materiais pesados, para que não haja desgaste excessivo ou danos à superfície do rejunte.
- NUNCA use detergentes com produtos químicos agressivos principalmente com amoníaco, pois atacam o rejunte e as peças cerâmicas.
- Verificar a qualidade e o acabamento do rejunte a cada seis meses, observando o surgimento de manchas. Nesse período deve ser feita uma revisão geral no rejuntamento com mão-de-obra especializada, principalmente no piso dos banheiros, preenchendo as falhas que aparecem e limpando as manchas.
- Manter os ambientes sempre ventilados para evitar o surgimento de mofo.
- Com o uso e limpezas frequentes o rejunte se desgasta. É importante sempre verificar e completar o rejuntamento a cada seis meses, ou quando aparecer alguma falha.
ABNT NBR 15176
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 6 meses |
Verificar o rejuntamento para evitar eventuais infiltrações. Em caso de falha no rejunte providenciar para que o mesmo seja refeito. |
(equipe de manutenção local) |
|
A cada 1 ano |
Deve ser feita a limpeza do rejunte, procedendo à raspagem do rejunte solto e/ou manchado, e aplicar novo rejunte, pois o desgaste pode provocar infiltrações. |
(equipe de manutenção local) |
|
A cada 1 ano |
Verificar a integridade e necessidade de reposição no rejuntamento interno e externo dos pisos, paredes, peitoris, soleiras, ralos, peças sanitárias, bordas de banheira, chaminés, grelhas de ventilação e outros elementos, onde houver. |
Empresa capacitada / empresa especializada |
|
A cada 2 anos |
Utilizar somente componentes originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes. |
|
|
Em áreas molhadas ou molháveis, manter o ambiente ventilado, para evitar surgimento de mofo ou bolor. |
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Utilização de equipamentos, produtos ou uso do rejunte em desacordo com os especificados acima;
- Danos causados por furos ou perfurações para instalação de peças em geral;
- Impacto em desacordo com o definido na ABNT NBR 15575 e que ocasione danos no revestimento e rejunte;
- Se forem constatadas manchas por utilização de produtos químicos impróprios.
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.3.7 PINTURA, TEXTURA E VERNIZES
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
As pinturas são utilizadas em paredes, tetos e esquadrias e têm a função de dar uniformidade às superfícies, proteger e diminuir a permeabilidade onde são aplicadas. Como é um material de acabamento tem também a finalidade de dar um conforto maior e efeito estético aos ambientes.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 15079, ABNT NBR 12594 e ABNT NBR 12545
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Não utilizar produtos químicos na limpeza, principalmente produtos ácidos ou cáusticos;
- Em caso de contato com substâncias que provoquem manchas, limpar imediatamente com água e sabão neutro;
- Evitar atrito nas superfícies pintadas, pois a abrasão pode remover a tinta, deixando manchas;
- Evitar pancadas que marquem ou risquem a superfície. Nunca usar álcool sobre as áreas pintadas;
- Evitar a exposição constante à luz natural e à poluição que com o tempo, causa o escurecimento da pintura. Não faça retoques em pontos isolados, em caso de necessidade pinte toda a parede ou cômodo;
- Não esfregar as paredes principalmente utilizando esponjas abrasivas, palhas de aço, lixas e máquinas; e após a limpeza removendo inicialmente a poeira com vassoura ou um pano seco e em seguida passar um pano umedecido e sabão neutro;
- Manter os ambientes bem ventilados, evitando o aparecimento de bolor ou mofo.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 ano |
Repintar as áreas e os elementos com as mesmas especificações da pintura original, evitando-se assim o descascamento e que eventuais fissuras possam causar infiltrações |
(empresa especializada) (tinta específica) |
|
A cada 2 anos |
Repintar paredes e tetos de áreas secas |
(empresa especializada) (tinta específica) |
|
A cada 3 anos |
Repintar as áreas externas, evitando assim o envelhecimento, perda de brilho, o descascamento e eventuais fissuras que possam causar infiltrações |
(empresa especializada) (tinta específica) |
Em caso de necessidade de retoque, deve-se pintar todo o pano da parede para evitar diferenças de tonalidade entre a tinta velha e a nova em uma mesma parede;- Utilizar somente componentes originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes;
- A limpeza deve ser feita com uso de pano levemente úmido e conforme procedimento específico;
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.5 SISTEMAS DE ESQUADRIAS E PORTAS
3.5.1 SISTEMAS DE ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
Componente construtivo de alumínio cuja função principal é permitir ou impedir a passagem de pessoas, animais, objetos, iluminação e ventilação entre espaços ou ambientes.
As esquadrias são portas, janelas, corrimão, guarda-corpo, batentes, grades, alçapões, painéis de fachada e outros elementos arquitetônicos.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 10821-1; ABNT NBR 10821-2; ABNT NBR 10821-3 e ABNT NBR 13756
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Não apoiar escadas ou outros objetos na superfície das esquadrias e evitar peso sobre as mesmas;
- Evitar fechamentos abruptos das esquadrias decorrentes de ações de intempéries;
- Recomenda-se manter as portas permanentemente fechadas, evitando danos decorrentes de impacto;
- As esquadrias não foram dimensionadas para receber aparelhos de ar-condicionado ou equipamentos que causem esforços adicionais;
- Evitar a colocação ou fixação de objetos nas esquadrias;
- As janelas devem correr suavemente, não devendo ser forçadas. AS GRAXAS (GORDURA) DAS devem ser limpas periodicamente e lubrificadas com pequena quantidade de vaselina líquida. Não forçar os trincos.
- Sempre que for abrir ou fechar uma porta ou janela de alumínio utilize os puxadores. Nunca abrir puxando os vidros, pois podem causar acidentes.
- No caso de pintura da unidade, proteger as esquadrias de alumínio com fita adesiva removendo-a imediatamente depois, pois a cola da fita pode manchar a esquadria dificultando sua limpeza. Nos cantos de difícil acesso, usar pano de pedre macio na limpeza.
- Os drenos dos trilhos das esquadrias de correr possuem orifícios que devem estar sempre desobstruídos, pois os mesmos auxiliam na remoção da água de chuva evitando que a mesma entre nas unidades.
- Quando a janela possuir persiana de enrolar, a limpeza externa deve ser feita conforme orientação do fabricante;
- Não remover, em caso algum, as borrachas ou massas de vedação para evitar infiltrações indesejadas.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 2 meses |
Efetuar limpeza geral das esquadrias e verificar obstruções humanas e sujeiras no trilho da esquadria e a saída de água. Encher até 0,5 cm de profundidade os trilhos drenados para o funcionamento das esquadrias |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 3 meses ou sempre que necessário |
Efetuar com água e sabão a limpeza dos botões, dobradiças, pendurais e trincos |
Empresa especializada / Empresa capacitada |
|
A cada 4 anos |
Verificar a estanqueidade periodicamente. Em caso de necessidade de troca de borracha ou mola, não tente fazer você mesmo. Para o futuro, pode ser necessária a troca e exercer estas atividades por empresa especializada para uso eficaz e risco a segurança do usuário e de terceiros. |
Equipe de manutenção local/empresa capacitada |
|
A cada 4 anos |
Verificar a execução da borracha, inclusive, a execução de produtos e recursos nas integridades onde houver necessário |
Empresa capacitada / Empresa capacitada |
A limpeza das esquadrias, inclusive as guarnições de borrachas e escovas, deverá ser feita com solução de água e detergente neutro a 5%, com o auxílio de esponja macias;- Para remover fuligem, limpar com água quente e secar com pano macio. Não utilizar qualquer tipo de palha de aço. Todo e qualquer excesso deve ser retirado com pano seco. NUNCA usar detergentes que contenham solventes, esponjas de aço de qualquer espécie, produtos derivados do petróleo ou material abrasivo;
- No caso de respingos de tinta na esquadria, deve-se limpar imediatamente com pano seco e, em seguida, com pano umedecido em água e detergente neutro em solução a 5%.
- Na limpeza da fachada com revestimento cerâmico e de granito, em que se utilizem soluções que contenham um produto agressivo de qualquer tipo. Proteger as esquadrias com fita de PVC, aplicando – cuidadosamente, sem que ela penetre para dentro ou com pano úmido. Caso isso não seja possível, recomenda-se que a limpeza da fachada seja feita com o uso de água e detergente neutro a 5%.
- Lavar com água e sabão ou detergente diluído com água. Enxugar para remover dejetos de pássaro ou sujeiras acumuladas por períodos mais longos. Uma pequena quantidade de álcool (de 2 a 10% de álcool) na água será de grande auxílio.
- Para remover respingos de tinta a óleo, graxa ou massa de vedação, passar um solvente tipo WD-40 ou querosene (não usar Thinner).
- Caso ocorram respingos de cimento, gesso, ácido ou tinta, remover imediatamente com um pano úmido e, logo após, passar uma flanela seca.
- Utilizar somente componentes originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes.
- As esquadrias modernas da fabricação com componentes articuláveis (trincos, fechos e dobradiças) e deslizantes (corrediças e rolamentos) de nylon, que não exigem qualquer tipo de lubrificação, pois as partes móveis, os eixos e pinos são envolvidos por uma camada deste material especial, autolubrificante, de grande resistência ao arranque e às intempéries.
- Para a limpeza das esquadrias NUNCA utilize materiais cortantes com espátulas metálicas ou esponjas de aço, pois os mesmos causam arranhões no acabamento das esquadrias.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Se forem instaladas cortinas ou quaisquer aparelhos, tais como persianas e ar condicionado, diretamente na estrutura das esquadrias, ou que nelas possam interferir;
- Se for feita qualquer mudança na esquadria, na sua forma de instalação, na modificação de seu acabamento (especialmente pintura) que altere suas características originais.
- Se houver dano por parte no sistema eletroeletrônico, motores e fiação da esquadria causados por sobretensão de tensão;
- Se forem constatadas manchas por utilização de produtos químicos impróprios.
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.5.2 SISTEMAS DE ESQUADRIAS DE MADEIRA
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
As ESQUADRIAS DE MADEIRAS são compostas pelo conjunto de portas, portais, alcovas e rodapés de madeira. Podem ser de diferentes tipos de madeiras. Podem ser pintadas, envernizadas ou enceradas posteriormente. Também abrangem corrimãos, guarda-corpos, batentes e outros elementos arquitetônicos.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 7190-1; ABNT NBR 7190-2 e ABNT NBR 7190-3
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Evitar o transporte de objetos através dos vãos de portas maiores que o previsto. Esta ação pode provocar atrito dano às portas e portas.
- Para a limpeza, utilizar flanela seca ou escova de pêlos, as portas pintadas devem ser limpas com água e sabão neutro diluído. Jamais utilizar querosene ou à base de amoníaco NUNCA usar detergentes com abrasivos e esponjas de aço ou escovas.
- Procure manter as portas sempre fechadas para evitar que empenem com o tempo e precipitem com o sol. Providenciar bandejas de porta, a fim de não prejudicar as paredes e macaquinhos, pois as batidas além de causar trincas na madeira e na pintura, poderão danificar o revestimento das paredes ou estragar as fechaduras.
- Não molhar constantemente a parte inferior das portas, nem os rodapés, para evitar seu apodrecimento.
- Para evitar emperramentos de dobradiças e portas, verificar que estes estejam sempre firmes e que nenhum objeto se interponha sob as portas.
- As portas e ferragens não estão dimensionadas para receber aparelhos de ar-condicionado ou equipamentos que causem esforços adicionais.
- Nas fechaduras e ferragens, não aplique produtos abrasivos, basta uma flanela para limpeza. Os trincos ou maçanetas não devem ser forçados se necessário, aplicar suave pressão na manuseá-los.
- No caso de portas de correr, seus trilhos inferiores devem ser frequentemente limpos, evitando-se o acúmulo de poeira, que com o passar do tempo vai se compactando pela ação de abrir e fechar, se transformando em crosta de difícil remoção, comprometendo o desempenho das rodas e ocasionando sua troca precoce.
- Evitar o uso de material cortante ou perfurante na limpeza de arestas ou cantos.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
Periodicamente |
Lubrificar periodicamente as dobradiças com uma pequena quantidade de óleo de máquina de costura ou graxa |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 1 ano |
No caso de esquadrias envernizadas, realizar um tratamento com verniz |
Empresa especializada/ Empresa capacitada |
|
A cada 2 anos |
Verificar falhas de vedação, fixação de esquadrias, guarda-corpos e reconstituir sua integridade onde for necessário |
Empresa especializada/ Empresa capacitada |
|
A cada 3 anos |
Efetuar limpeza geral das esquadrias, incluindo os drenos. Reapertar parafusos de fechos, fechaduras, dobradiças, maçanetas e regular freio e lubrificação |
Empresa especializada/ Empresa capacitada |
|
Verificar a vedação e fixação de vidros |
||
|
Em portas, portais e rodapés de madeira lustradas, deve-se refazer a lustração a cada ano |
||
|
Nos casos de esquadrias enceradas, é aconselhável o tratamento de todas as partes |
||
|
No caso de esquadrias pintadas, repintar com tinta adequada |
||
|
No caso de esquadrias envernizadas, realizar a raspagem total e reaplicar o verniz |
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Se forem instaladas cortinas, persianas, ar condicionado ou qualquer aparelho diretamente na estrutura das esquadrias,
- Utilizar somente componentes originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes;
- Se for feito corte do encabeçamento (reforço da folha) da porta;
- Se for feita mudança na instalação, acabamento (especialmente pintura), entre outras modificações na esquadria, que altere suas características originais;
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.5.3 VIDROS
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
Os VIDROS são utilizados em esquadrias, divisórias ou painéis internos e externos, coberturas, parapeitos, fachadas etc, com a finalidade de proteger os ambientes de intempéries e de permitir a passagem de luz ao interior do ambiente. Podem ser de vários tipos: plano comum, temperado, aramado, laminado e outros. Podem também ser de várias cores a depender do fabricante. Sua espessura segue as orientações do projeto específico de esquadrias.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 7199, ABNT NBR 11705, ABNT NBR 14698, ABNT NBR 14697, ABNT NBR 14207, ABNT NBR 14696, ABNT NBR 15198, ABNT NBR 14718, ABNT NBR 16015, ABNT NBR 9494, ABNT NBR 9493, ABNT NBR 16023, ABNT NBR 7334, ABNT NBR 9497, ABNT NBR 9498, ABNT NBR 9501, ABNT NBR 9502, ABNT NBR 9503, ABNT NBR 9504, ABNT NBR 9492 e ABNT NBR 9499
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Os Vidros possuem espessura compatível com a resistência necessária para o seu uso normal. Deve-se evitar qualquer tipo de batida ou pancada em sua superfície ou caixilho,
- Não abrir janelas ou portas empurrando a parte de vidro. Utilizar sempre puxadores e fechos, para não quebrá-los e provocar acidentes.
- No caso de trocas, utilizar vidros com a mesma característica (cor, espessura, tamanho, etc),
- Evitar infiltração de água na caixa de molas das portas de vidro temperado e, no caso de limpeza dos pisos, proteger as caixas para que não haja infiltrações.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 ano |
Nos conjuntos que possuam vidros temperados, efetuar inspeção do funcionamento do sistema de molas e dobradiças e verificar a necessidade de lubrificação |
Empresa especializada |
|
Verificar o desempenho das vedações e fixações dos vidros nos caixilhos |
Equipe de manutenção local/empresa capacitada |
Para realização da limpeza, deve-se utilizar apenas pano umedecido com álcool ou produtos destinados a este fim (limpa vidros),- Não utilizar materiais abrasivos, como palhas de aço ou escova de cerdas duras.
- No caso de quebras ou trincas, trocar imediatamente para evitar acidentes,
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de
- Utilizar somente componentes originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes,
- Se não forem utilizados para a finalidade especificada:
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.6 SISTEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÕES
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
É o conjunto de operações e técnicas construtivas cuja finalidade é proteger as construções contra a ação deletéria da água ou vapores e da umidade em áreas molhadas. A ação da água pode ser proveniente de chuvas, lavagens, banhos e outras origens.
As áreas molháveis não são estanques e, portanto, o critério de estanqueidade não é aplicável.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 9574, ABNT NBR 9575, ABNT NBR 15575-4, ABNT NBR 15894, ABNT NBR 15928, ABNT NBR 16055
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Limpar os pisos das áreas descobertas preferencialmente por “lavagem a seco”. Somente em casos imprescindíveis a lavagem com água poderá ser realizada e desde que imediatamente após sua execução, seja realizada a secagem com uso de rodo e com descarte da água nos ralos.
- Não alterar o paisagismo com plantas que possuam raízes agressivas, que podem danificar a impermeabilização ou obstruir os drenos de drenagem.
- Nas jardineiras deverá ser mantido o nível de terra em, no mínimo, 10 cm abaixo da borda para evitar infiltrações.
- Não permitir a fixação de antenas, pontos de iluminação, equipamentos de ar condicionado ou outros equipamentos por meio de fixação com buchas, parafusos, pregos ou elementos perfurantes sobre lajes impermeabilizadas. É recomendado o uso de base de concreto sobre a manta de proteção da impermeabilização, sem a necessidade de remoção ou causa de danos. Para qualquer tipo de instalação de equipamento sobre superfície impermeabilizada, o serviço deverá ser realizado por meio de empresa especializada em impermeabilização, com a devida registro das obras, conforme descrito na ABNT NBR 9574.
- Manter ralos grelhados e extravasores nas áreas descobertas sempre limpos;
- Lavar os reservatórios somente com produtos químicos adequados e recomendados, conforme o tipo de impermeabilização adotado;
- Manter o reservatório vazio somente o tempo necessário para sua limpeza;
- Não utilizar máquinas de alta pressão, produtos que contenham abrasão ou ferramentas como espátulas, escova de aço ou qualquer tipo de material pontiagudo. É recomendável que a lavagem seja feita por empresa especializada com o devido registro do serviço, conforme a ABNT NBR 9574.
- Tomar os devidos cuidados com o uso de ferramentas, como pás e enxadas, nos serviços de plantas e manutenção dos jardins, a fim de evitar danos à camada de proteção ou à manta impermeabilizante.
- Não introduzir objetos de qualquer espécie nas juntas de dilatação.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 ano |
Verificar a integridade e estanqueidade do impermeabilizante superior das lajes, pisos, ralos, peças sanitárias, bordas de banheira, chuveiros, grelhas de ventilação e outros elementos para eventuais vazamentos provocados por infiltração de água. |
Empresa especializada / empresa especializada |
|
Inspecionar a camada drenante do jardim. Caso haja obstrução na tubulação e entupimento dos ralos e grelhas, efetuar a limpeza |
||
|
Verificar a integridade dos sistemas de impermeabilização e reconstituir a proteção mecânica, os sinais de infiltração ou as falhas da impermeabilização exposta |
Em caso de danos a qualquer elemento do sistema de impermeabilização, proceder à imediata recuperação, sob o risco de aumento gradual da área afetada e corrosão da armadura de aço da estrutura de concreto armado.- Caso haja danos à impermeabilização, não executar os reparos com materiais e sistemas diferentes do aplicado originalmente, pois a incompatibilidade pode comprometer o bom desempenho do sistema.
- No caso de defeitos de impermeabilização e de infiltração de água, não tente você mesmo resolver o problema.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4 acrescidas de:
- Reparos ou manutenção executados por empresas não especializadas;
- Danos aos sistemas de impermeabilização por instalação de equipamentos ou reformas em geral;
- Produtos e equipamentos inadequados para limpeza dos reservatórios ou regiões que possuem tratamentos impermeabilizantes;
- Danos causados por perfuração das áreas impermeabilizadas;
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.7 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
É o sistema destinado a distribuir a energia elétrica de forma segura e controlada em uma edificação, conforme projeto específico elaborado dentro de parâmetros descritos em normas técnicas brasileiras (ABNT) e analisado por concessionária local.
A instalação elétrica de cada unidade é composta de dois elementos. O primeiro é o quadro elétrico e o segundo os circuitos. O quadro elétrico é composto de um disjuntor geral, e diversos disjuntores secundários e/ou IDR (Diferencial Residual), DDR, etc., dependem de cálculo específico. Cada disjuntor secundário corresponde a um circuito que é ligado nos pontos de iluminação e tomada das unidades, através de fios e cabos que dependem também de cálculo específico.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 5410, ABNT NBR 14039, ABNT NBR 15575-4, ABNT NBR 15894, ABNT NBR 15928, ABNT NBR 16055
RECOMENDAÇÕES DE USO
Os disjuntores são acionados pela simples movimentação de suas alavancas.
Em caso de sobrecarga momentânea, o disjuntor do circuito atingido se desligará automaticamente. Nesse caso, bastará religá-lo e tudo voltará ao normal. Caso ele volte a desligar, é sinal de que a sobrecarga é constante ou que está ocorrendo um curto em alguma instalação ou no próprio circuito. Nesse caso, é preciso solicitar os serviços de um profissional habilitado, e não se devendo aceitar conselhos de leigos ou curiosos. Sempre que for fazer manutenção, limpeza, reparação ou instalações elétricas ou mesmo uma simples troca de lâmpadas, desligar o disjuntor correspondente ao circuito ou, na dúvida, o disjuntor geral diferencial.
Não alterar as especificações dos disjuntores (diferencial, principal ou secundários) localizados nos quadros de distribuição de energia. Eles foram especificados para os consumidores com a capacidade dos circuitos e atendem às normas brasileiras e possuem a função de proteger os circuitos de sobrecarga elétrica. Os quadros deverão possuir esquema identificando os circuitos e suas respectivas correntes nominais (amperagem).
Não abrir furos nas proximidades dos quadros de distribuição.
Utilizar somente equipamentos com blindagem adequada, pois os quadros possuem interruptor DR (Diferencial Residual), que têm função de medir as correntes que entram e saem do circuito elétrico e, havendo eventual fuga de corrente, como no caso de choque elétrico, o disjuntor automaticamente se desliga. Sua função principal é proteger as pessoas que utilizam a energia elétrica.
- Em caso de necessidade de corte de energia, sobretudo havendo dúvida sobre o disjuntor específico, desligar o disjuntor geral ou disjuntor diferencial;
- Deve-se ter cuidado especial ao se lidar com circuitos de iluminação e ar-condicionado, pois normalmente, eles não são protegidos pelo disjuntor diferencial – DR;
- Ao adquirir aparelhos elétricos, verifique-se o local escolhido para sua colocação e providencie a instalação elétrica adequada para seu funcionamento, nas condições especificadas pelos fabricantes;
- Utilizar proteção individual para equipamentos mais sensíveis, a exemplo de computadores, TVs, telefones, home theater etc;
- As instalações de equipamentos, lustres ou luminárias deverão ser executadas por técnico habilitado, observando-se em especial a amperagem, tensão, bitola e qualidade dos fios, isolamentos, tomadas e plugs a serem empregados;
- É sempre importante verificar se a carga do aparelho a ser instalado não sobrecarregará a capacidade de carga elétrica da tomada e a instalação. Nunca utilize benjamins, pois poderão ser provocadas sobrecargas de tensão;
- Em caso de incêndio desligar o disjuntor geral do quadro;
- Quando o motor do elevador desligar, recomendamos desligar a chave geral;
- Não ligar aparelhos de voltagem diferente das tomadas do apartamento;
- Efetuar limpeza nas partes externas das instalações elétricas (espelhos, tampas de quadros, etc.) somente com pano;
- Caso o disjuntor DR desarmar, basta girar sua chave para armá-lo novamente. Mas se ele tornar a desarmar, não force o dispositivo e procure o equipamento elétrico que poderá estar causando fuga de corrente;
- NUNCA faça por conta própria qualquer ligação elétrica direta no quadro de energia;
- O sistema elétrico do apartamento possui proteção de amperagem. Mesmo assim no caso de qualquer manutenção NUNCA faça por conta própria. Sempre chame um profissional ou empresa capacitada;
- A iluminação indireta feita com lâmpadas fluorescentes tende a manchar a superfície (forro de gesso) da qual está muito próxima, portanto são necessárias limpezas ou pinturas constantes nesse local;
- Luminárias utilizadas em áreas descobertas ou externas onde existe umidade excessiva podem ter seu tempo de vida diminuído, necessitando de manutenções frequentes, também com troca de lâmpadas;
- Quando instaladas nas escadarias, as luminárias ou interruptores com sensores de presença nunca devem ser travados após o seu acionamento, pois podem queimar quando mantidas acesas por muito tempo;
- Só instalar lâmpadas compatíveis com a tensão do projeto;
- Não colocar líquidos em contato dos componentes elétricos do sistema;
- Os cabos alimentadores, que saem dos painéis de medição e vão até os diversos quadros elétricos, não poderão possuir derivação de suprimento de energia;
- Em caso de pane ou qualquer ocorrência na subestação (caso haja na edificação), deverá ser contatada a concessionária imediatamente;
- Se permitir o acesso às dependências do centro de medição de energia a profissionais habilitados ou agentes credenciados da companhia concessionária de energia elétrica;
- Não utilizar o local do centro de medição como depósito nem armazenar produtos inflamáveis que possam gerar risco de incêndio;
- Não pendurar objetos nas instalações aparentes.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 2 meses |
Verificar e desligar para fazer a verificação da fiação localizada no quadro elétrico: As fiações utilizadas, acompanhadas, cabos, cabides para as costas, acima e depois das costas. Fazer limpeza geral e verificar componentes. (solicite a ajuda de um profissional habilitado) |
Equipe de manutenção local/empresa especializada |
|
A cada 1 ano |
Verificar todas as conexões do quadro de distribuição, apertar e se necessário substituir as conexões do quadro de distribuição |
Empresa especializada |
|
A cada 2 anos |
Verificar todas as conexões (tomadas, interruptores, pontos de luz e outros) |
Empresa especializada / empresa capacitada |
A manutenção preventiva das instalações elétricas é bastante simples e deve ser executada com os circuitos desenergizados (chaves desligadas).
- Permitir somente que profissionais habilitados tenham acesso às instalações e equipamentos. Isso evitará riscos às pessoas ou danos provocados por falhas ou defeitos elétricos;
- Quando verificados qualquer problema elétrico, utilizar calçado com sola de borracha e nunca tocar dois fios ao mesmo tempo;
- Sempre que for executada manutenção nas instalações, como troca de lâmpadas, limpeza e verificação dos componentes, desligar os disjuntores correspondentes.
- Verificar estado do “aterramento” dos circuitos de chuveiros e aquecedores. Caso o aparelho fique desligado por mais de 60 dias, o mesmo deve ser desligado e limpo antes de ser novamente usado. Verificar também o estado dos contatos elétricos, substituindo as peças que apresentarem oxidação, se necessário.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Se for constatada qualquer mudança no sistema de instalação que altere suas características originais;
- Se for constatada a substituição dos disjuntores por outros com capacidade diferente das normas;
- Se for constatada a sobrecarga nos circuitos decorrentes de ligação de vários equipamentos no mesmo circuito com o uso de “benjamins”, por exemplo;
- Se for constatada a utilização dos circuitos originais de elétrica e de telefonia, do apartamento para passagem de cabo de telefone e TV a cabo de operadoras desse serviço;
- Danos provocados por limpeza inadequada (produtos químicos, solventes, abrasivos do tipo esponja de aço, palha de aço, esponja, graxa, etc);
- Se evidenciar o uso de extensões que não atendam a normalização vigente (antigos), chuveiros ou outros equipamentos elétricos sem blindagem, os quais ocasionem o desarme dos disjuntores;
- Se evidenciar a não utilização de protetor individual para equipamentos sensíveis; se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.8 INSTALAÇÕES TELEFONE / INTERFONE
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
TELEFONIA – Sistema de telecomunicação por voz, que compartilha números de linhas conectadas com concessionárias para a realização de chamadas de voz externas;
SISTEMA DE INTERFONES – Sistema que conecta os telefones internos, por meio de uma central, sem acesso às concessionárias.
No caso de falta de energia o interfone não funcionará.
A instalação telefônica possui legislação própria de sigilo. Não permita que pessoas alheias a concessionárias do serviço acessem os quadros.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 14565, ABNT NBR 15575-4, ABNT NBR 15894, ABNT NBR 15928, ABNT NBR 16055
RECOMENDAÇÕES DE USO
- No caso de ampliação do sistema, não utilizar vários equipamentos em um mesmo circuito;
- Recomenda-se o uso de nobreak ou fonte auxiliar a fim de evitar descontinuidade do sistema em caso de interrupção do fornecimento de energia;
- Evitar queda, superaquecimento, contato com umidade e manuseio inadequado dos equipamentos;
- Seguir as recomendações do fabricante.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 mês |
Verificar o funcionamento conforme instruções do fornecedor |
Equipe de manutenção local/empresa capacitada |
|
A cada 4 meses |
Verificar o aterramento do sistema passivo e realização de reparações |
Empresa especializada |
Somente utilizar peças originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4 acrescidas de:
- Em caso de acidentes, uso inapropriado ou abusivo dos equipamentos e reparos efetuados por pessoas ou empresas não especializadas;
- Alterações no sistema, infraestrutura, posicionamento e equipamentos originalmente instalados;
- Em caso de não atendimento às especificações do manual do fabricante dos equipamentos;
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.9 INSTALAÇÕES ANTENA COLETIVA
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
Sistema de captação de sinal via satélite utilizando antena e distribuição deste sinal a todos os condôminos por meio de cabos.
NORMAS TÉCNICAS
Não existe ABNT NBR específica.
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Atentar para instalações das empresas de TV a cabo. Não permita que as empresas especializadas nessas instalações, ao utilizar a infraestrutura existente para passagem dos cabos, danifiquem as instalações existentes;
- Não remover os pontos de transmissão;
- Não utilizar os cabos para pendurar objetos;
- Não ampliar os pontos de transmission;
- Deve-se tomar cuidado na instalação de equipamentos e antena que necessitam ser fixados nas coberturas ou lajes das casas d’água, que podem perfurar as mantas de impermeabilização e ocasionar infiltrações e vazamentos nas áreas localizadas logo abaixo.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 5 meses |
Verificar a integridade dos componentes ativos e passivos |
Empresa capacitada/ empresa especializada |
|
A cada 1 ano |
Verificar a integridade eventual dos componentes e ligações |
Empresa capacitada/ empresa especializada |
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4 acrescidas de:
- Substituição ou troca de qualquer peça do equipamento sem autorização do fornecedor;
- Se for feito reparos ou alterações por pessoas ou empresas não especializadas;
- Se não forem seguidas as recomendações ou não for feita manutenção preventiva.
3.10 INSTALAÇÕES DE GÁS
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
É o conjunto de tubulações e equipamentos, aparentes ou embutidos, destinados ao transporte, disposição e/ou controle de fluxo de gás em uma edificação, conforme projeto específico elaborado de acordo com as normas técnicas brasileiras da ABNT e diretivas das concessionárias.
A instalação de gás é constituída de colunas, ramais e pontos de alimentação. A fornecedora de gás é responsável pela integridade do sistema, devendo realizar periodicamente teste de estanqueidade dos tanques, válvulas, registros e tubulações. Ela também é responsável em caso de vazamentos.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 13523, ABNT NBR 15526, ABNT NBR 11707, ABNT NBR 11708, ABNT NBR 8460, ABNT NBR 13795, ABNT NBR 15794, ABNT NBR 12176, ABNT NBR 24119, ABNT NBR 8866, ABNT NBR 9123, ABNT NBR 9144, ABNT NBR 8475, ABNT NBR 8969, ABNT NBR 9187, ABNT NBR 11912, ABNT NBR 13974, ABNT NBR 14024, ABNT NBR 15926, ABNT NBR 13932, ABNT NBR 15375-1
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Sempre que não houver utilização constante, ou em caso de ausência por mais de 3 dias do imóvel, mantenha os registros e as torneiras fechados.
- Nunca teste ou procure vazamentos num equipamento a gás utilizando fósforo ou qualquer outro tipo de chama. Recomenda-se, para isso, o uso de espuma de sabão ou sabonete. É recomendável, também, a instalação de um detector eletrônico de vazamentos de gás junto aos aparelhos.
- Os ambientes onde se situam aparelhos a gás devem permanecer ventilados para que o gás e os produtos de combustão se dispersem. As explosões ocorrem pelo acúmulo de gás em determinado local.
- Não pendurar objetos em qualquer parte das instalações aparentes.
- Ler com atenção os manuais que acompanham os equipamentos a gás.
- Verificar o prazo de validade da mangueira de ligação da tubulação ao eletrodoméstico e trocar, quando necessário.
- Não utilizar o local como depósito. Não armazenar produtos inflamáveis, pois podem gerar risco de incêndio.
- NUNCA BLOQUEIE A VENTILAÇÃO.
- Se algum morador sentir, em sua unidade, cheiro de gás, deverá prontamente verificar se todos os registros dos aparelhos a gás estão fechados. Em seguida, verificar se o odor provém de fora. Persistindo o cheiro, notificar imediatamente a concessionária.
- Ligações de fogão e aquecedor: devem ser realizadas por pessoal especializado. Abraçadeiras ou parafusos mal apertados podem propiciar o desacoplamento da mangueira, o vazamento de grande quantidade de gás e o risco de acidentes.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
- Para a execução de qualquer serviço de manutenção ou instalação de equipamentos a gás, procure sempre empresas especializadas ou profissionais habilitados pela concessionária e utilize materiais adequados (válvulas, conexões, etc.).
- Verificar o funcionamento, limpeza e regulagem dos equipamentos de acordo com as recomendações dos fabricantes, da concessionária e legislação vigente.
- Somente utilizar peças originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Se for verificada instalação inadequada de equipamentos (equipamentos diferentes dos especificados em projeto – exemplo: instalar o sistema de acumulação no lugar do sistema de passagem e vice versa);
- Se for verificado que a pressão utilizada esta fora da especificada em projeto;
- Se não forem tomados os cuidados de uso ou não for feita a manutenção preventiva necessária.
3.11 INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS / INSTALAÇÃO PLUVIAL / LOUÇAS E METAIS
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
As INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS do edifício são constituídas pelos reservatórios (inferior e superior), prumadas de água (fria e quente), que levam a água do reservatório superior aos ramais das unidades; ramais de distribuição de água que distribuem a água dentro das unidades autônomas, alimentando os diversos pontos de água (fria e quente) como pias, lavatórios, vasos sanitários, tanques. Essa distribuição pode passar por uma medição individualizada por unidade (hidrômetro) dependendo da legislação local pertinente.
As INSTALAÇÕES SANITÁRIAS são os pontos de esgoto dentro das unidades autônomas que recolhem as águas usadas em pias, lavatórios, vasos sanitários, ralos etc., levando-os às redes da concessionária. Pela norma existem três tipos de esgoto: o esgoto comum que vem de vasos sanitários, lavatórios e ralos comuns, o sabão que é recolhido do tanque localizado na área de serviço e a gordura que é recolhida das pias de cozinha.
Pela lei esses esgotos devem ser separados.
Os ralos possuem grelhas de proteção para evitar que sujeiras ou objetos maiores caiam no seu interior provocando entupimento. Ralos adequados possuem um “fecho hidráulico”, que evita o retorno de maus odores.
As INSTALAÇÕES PLUVIAIS são constituídas de ralos e tubulações que recolhem águas de chuva ou lavagem, geralmente das coberturas e varandas. As águas pluviais recolhidas vão para uma coluna específica que leva para a rede de águas pluviais da concessionária local.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 5626, ABNT NBR 8160, ABNT NBR 10898, ABNT NBR 15575-4, ABNT NBR 15894, ABNT NBR 15928, ABNT NBR 16055
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Para qualquer reforma ou manutenção na sua instalação hidráulica feche os registros;
- Para a manutenção das instalações hidrossanitárias sempre recorra a profissionais habilitados e qualificados para tal operação.
- A limpeza das louças sanitárias deve ser efetuada somente com água, sabão e detergente, evitando o uso de produtos abrasivos (sapólio) e esponjas de aço que podem danificar as peças e os revestimentos.
- Para evitar entupimentos, não jogar nos vasos sanitários absorventes higiênicos, fraldas descartáveis, plásticos, algodão, cotonetes, preservativos, guardanapos ou outros objetos.
- Não jogar gordura ou resíduos sólidos nos “ralos” das pias ou lavatórios. Manter a pia da cozinha sempre protegida com a grelha que acompanha a cuba de aço.
- Fazer a limpeza de todos os “sifões” e ralos de pias e lavatórios periodicamente, sendo conveniente que este serviço seja executado por um profissional especializado.
- Jogar água nos ralos e sifões quando estes estiverem muito tempo sem uso, para evitar o mau cheiro da rede de esgoto, principalmente no verão;
- Evitar o uso excessivo de detergente nas máquinas de lavar roupa e louça, pois os resíduos destes se depositam na tubulação, causando lentos entupimentos;
- Deve-se proceder à limpeza dos metais sanitários ou ferragens apenas com pano úmido, pois qualquer produto químico pode acarretar remoção da película protetora, ocasionando a sua oxidação;
- NUNCA use o tanque ou os lavatórios de banheiros como pia de cozinha, lavando louças ou materiais gordurosos;
- NUNCA se apóie ou suba em bancadas, pias e vasos sanitários. Não coloque objetos pesados sobre eles. Os mesmos não estão calculados para este fim. Elas podem quebrar ou soltar causando acidentes;
- NUNCA retire elementos de apoio (braços franceses, colunas de tanque, etc.), podendo sua falta ocasionar quebra ou corte da peça ou bancada, causando acidentes;
- No tanque e em máquinas de lavar dar preferência ao uso de sabão biodegradável, para evitar o retorno de espuma;
- Durante o manuseio de torneiras e registros não se deve forçá-las, pois isso pode danificar as suas vedações internas e provocar vazamentos;
- Não utilizar torneiras ou registros como apoio ou escada;
- Evitar batidas nos tubos flexíveis que alimentam os lavatórios e as caixas acopladas dos vasos sanitários;
- Os ralos de águas pluviais localizados na varanda não devem ser utilizados para escoamento de pias e tanques;
- NUNCA Limpar os metais sanitários com esponjas ou palhas de aço, pois os mesmos danificam as peças.
- NUNCA utilize para eventual desobstrução do esgoto, soda, ácidos, água muito quente (+ 60°C) ou similares;
- Manter vedado o ponto de esgotamento de água da máquina de lavar junto à parede usando acessórios próprios;
- Nos sistemas com previsão de instalações de componentes por conta do cliente (exemplo: chuveiros, duchas higiênicas, aquecedores), os mesmos deverão seguir as características definidas no manual de uso e operação para garantir o desempenho do sistema, os quais devem definir com clareza todas as características dos equipamentos, incluindo vazão máxima e mínima prevista em projeto.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 semana |
Realizar a limpeza dos ralos, pois que não causa entupimento sobre fios largos e não com objeto de porta. Limpar os sifões de pia e tanque e verificar não |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 2 meses ou sempre que necessário |
Limpar os anéis de vedação removendo das superfícies, pois é como o acúmulo de materiais de limpeza biológica. Limpar e verificar regulagem de mecanismo de descarga. Apertar os parafusos de vedação das torneiras, registros e válvulas de descarga para garantir a boa vedação e evitar vazamentos. Verificar o estado de conservação, verificar entre a base de vasos e as superfícies de assentamento em bom estado para evitar vazamentos, observando pontos de vazamento, ferrugem, oxidação, deve ser feita a avaliação por empresa especializada. |
Equipe de manutenção local / empresa capacitada |
Os lavatórios e pias podem eventualmente entupir. De algumas obstruções com um desentupidor se não for suficiente, retire o sifão e faça sua limpeza.- Manter-se sempre limpos e polidos.
- Somente utilizar peças originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes.
- Manter os registros gerais das áreas molhadas fechados quando da ausência do imóvel por longos períodos.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Se for constatado qualquer dano sofrido pelas instalações, louças e metais por mau-uso, quedas acidentais, manuseio inadequado, desgaste prolongado, perfurações em tubulações, limpeza inadequada;
- Se for constatado qualquer entupimento por objetos inadequados jogados no vaso sanitário como absorventes, papéis, cotonetes e outros;
- Se for constatada a falta de conservação como limpeza dos sifões, troca dos vedantes das torneiras, limpeza de ralos, limpeza dos acoplamentos das correntes;
- Se for constatada a retirada dos elementos de apoio de louças e bancada como colunas de apoio ou mãos-francesas de bancadas;
- Danos decorrentes de limpeza inadequada (produtos químicos, solventes, abrasivos do tipo esponja de aço, palha de aço, esponja dura, etc) em acabamentos dos componentes das louças sanitárias;
- Danos decorrentes por impacto ou perfurações em tubulações (aparentes, embutidas ou revestidas);
- Uso incorreto dos equipamentos;
- Obras de substituição, com troca de registros, válvulas e bombas;
- Se constatada aplicação ou uso de peças não originais ou inadequadas, ou adaptação de peças diversas sem autorização prévia de fabricante;
- Se constatado nos sistemas hidráulicos pressões alteradas para a válvula redutora de pressão em sistema de pressurização, temperaturas alteradas nos geradores de calor, superaquecimento etc., distintas das estabelecidas em projeto.
- Se for constatado que os equipamentos em garantia foram reparados por pessoas ou empresas não autorizadas pela Assistência Técnica;
- Se não forem tomados os cuidados de uso ou não for feita a manutenção preventiva necessária.
3.11.1 BANHEIRAS DE HIDROMASSAGEM/SPA/OFURO
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
Equipamento apropriado para banho de imersão, dotado de um sistema monobloc que succiona e pressuriza a água, devolvendo-a em forma de jatos submersos para o seu interior. O equipamento pode também possuir aquecedor.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 15419 e ABNT NBR 15575-4
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Não adicione produtos que possam causar espuma excessiva.
- Ao encher sua banheira certifique-se de que o dreno esteja fechado, lembrando que o volume ideal é atingido quando a água está entre 5 e 10 cm abaixo do ladrão;
- Coloque os dispositivos de hidromassagem direcionados para a posição desejada;
- Acione a bomba, ligando o interruptor;
- Não acionar a bomba e o aquecedor antes que o nível da água fique acima dos dispositivos de hidromassagem. Se a bomba e o aquecedor funcionarem sem água, podem sofrer danos irreparáveis e causar incêndio;
- Banhos prolongados, com temperatura acima dos 40°C, não são recomendados;
- Não obstruir a ventilação do motor;
- Não obstruir as saídas dos jatos de água;
- Não permitir que crianças utilizem a banheira/SPA/ofuro desacompanhadas ou sem a supervisão permanente de um adulto;
- Jamais obstrua os dispositivos de sucção com os pés, as mãos ou objetos de qualquer espécie; pois são acionados por motores que podem queimar a monobloc;
- Pessoas com cabelos longos devem ter o cuidado para não se aproximar dos dispositivos de sucção, pois existe o risco de serem sugados. Recomendamos prendê-los ou usar touca;
- Certifique-se de que o disjuntor de proteção encontra-se desligado antes de trabalhar com o sistema elétrico, que não pode ser manipulado com as mãos molhadas nem com ferramentas impróprias;
- Caso sua banheira esteja na área da cobertura e/ou exposta ao sol, a mesma tem que estar sempre com água e protegida por capa.
- No caso de necessidade de reparos, contratar empresa especializada;
- O ofuro de madeira deverá ter uma atenção especial quanto aos cuidados para condição de permanência com o seu uso, conforme indicado pelo fornecedor, por exemplo, esvaziamento, permanência de água e demais condições.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 mês |
Verificar o funcionamento conforme instruções do fornecedor |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 2 meses |
Limpeza dos dispositivos de hidromassagem e verificação de vazamentos no sistema |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 3 meses |
Fazer a limpeza da tubulação. Basta colocar a banheira em funcionamento durante cerca de 15 minutos com o motor por duas vezes seguidas, até água sair clara e sem cheiro. Na segunda, colocar água apenas com produto específico |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 1 ano |
Realizar o tratamento das águas com produtos específicos ou conforme manual |
Equipe de manutenção local / empresa capacitada |
Nunca use produtos de limpeza muito fortes, com abrasivos ou palha de aço, preferindo sempre produtos neutros. Nunca use solventes;- Usar detergente neutro para limpar a superfície da banheira;
- Para dar brilho ou reparar pequenos arranhões, use cera automotiva. Use flanela, tanto para polir como para a limpeza de sua banheira.
- Proceda a remoção periódica de resíduos, principalmente cabelos, das grades dos dispositivos de sucção para não propiciar a ação de bactérias.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4, acrescidas de:
- Se o produto sofrer danos provocados por acidentes, uso indevido, maus tratos, agentes da natureza ou instalação em desacordo com as instruções do fabricante;
- Acionar o funcionamento sem o nível de água indicado;
- Se for constatado que os equipamentos em garantia foram reparados por pessoas ou empresas não autorizadas pela Assistência Técnica;
- Se não forem tomados os cuidados de uso ou não for feita a manutenção preventiva necessária.
3.12 SISTEMAS DE AR CONDICIONADO
DESCRIÇÃO DO SISTEMA
O sistema de ar condicionado consiste num processo de tratamento e controle simultâneo da temperatura, umidade, pureza e movimentação do ar, conforme as necessidades do ambiente que se deseja climatizar. Esse tratamento é feito através da troca de ar no ambiente externo pelo ar do ambiente climatizado. Pode ser individualizado ou central.
NORMAS TÉCNICAS
ABNT NBR 16401-1, ABNT NBR 16401-2, ABNT NBR 16401-3, ABNT NBR 11215, ABNT NBR 10500, ABNT NBR 15627-1 e ABNT NBR 15627-2
RECOMENDAÇÕES DE USO
- Para fixação e instalação dos componentes, considerar as características do local a ser instalado e os posicionamentos indicados em projeto. No caso de equipamento não fornecido pela construtora, estes devem ser adquiridos e instalados de acordo com as características do projeto.
- Não abrir furos em lajes, vigas, pilares e paredes estruturais para a passagem de infraestrutura.
- Limpar e pintar com tinta adequada a bandeja de condensadores dos condicionadores de ar.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
|
PERIODICIDADE |
ATIVIDADE |
RESPONSÁVEL |
|
A cada 1 semana |
Ligar o sistema |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 1 mês |
Remover e limpar os filtros de ar pelo menos uma vez por mês |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 1 mês |
Realizar a manutenção das ventiladoras e do grelha/ventilação (exaustor) que compõem os sistemas de exaustão |
Empresa especializada |
|
Verificar todos os componentes do sistema e seus drenos e conexões, providenciando reparo necessário |
Equipe de manutenção local |
Para manutenção, ter cuidados específicos com a segurança e a saúde das pessoas que vão realizar as atividades. Desligar o fornecimento geral de energia do sistema.- Somente utilizar peças originais ou com desempenho de características comprovadamente equivalentes.
- Realizar a manutenção recomendada pelo fabricante em atendimento à legislação vigente.
PERDA DE GARANTIA
Todas as condições descritas no item 2.4 acrescidas de:
- Se o produto sofrer danos provocados por acidentes, uso indevido, agentes da natureza ou instalação em desacordo com as instruções do fabricante.
- Não forem seguidas as recomendações de uso e for feita manutenção preventiva.
- PROGRAMA DE MANUTENÇÃO DO SEU IMÓVEL
PARA UMA MAIOR DURABILIDADE do seu imóvel, foi elaborado um programa de manutenção e conservação, definido em períodos de curto, médio e longo prazo. O uso do imóvel ao longo dos anos vai desgastando naturalmente seus materiais, exigindo que sejam feitos procedimentos de manutenção que devem ser periódicos. As manutenções devem seguir os procedimentos recomendados neste manual, incluindo a contratação de empresas especializadas quando indicada. A manutenção periódica não impede a ocorrência de falhas ou problemas no apartamento e nem evita a risca o desgaste de alguns materiais ao longo dos anos, pois os mesmos têm prazo de validade de acordo com seus fabricantes, mas previne que as mesmas aconteçam. O programa de manutenção e conservação apresentado é o recomendado e foi gerado de forma a atender uma edificação hipotética.
O PROGRAMA DE MANUTENÇÃO DO IMÓVEL É A SOMA DAS MANUTENÇÕES DE CADA SISTEMA, INDICADOS NESTE MANUAL.
|
Periodicidade |
Sistema |
Atividade |
Responsável |
|
A cada 1 semana |
Ar condicionado |
Ligar o sistema |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 1 semana |
Instalações (hidrossanitárias) / hidráulicas e metais |
Retirar o acúmulo de sujeira dos ralos para que não cause entupimento. Normalmente os ralos com objeto de porta. |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 1 semana |
Ar condicionado |
Ligar o sistema |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 1 semana |
Esquadrias de alumínio |
Lubrificar periodicamente as dobradiças com uma pequena quantidade de óleo de máquina de costura ou graxa |
Equipe de manutenção local/empresa capacitada |
|
A cada 1 semana, se necessário |
Ar condicionado |
Remover e limpar o filtro de ar pelo menos uma vez por mês |
Equipe de manutenção local |
|
Periodicidade |
Sistema |
Atividade |
Responsável |
|
A cada 1 mês |
Pedras naturais |
No caso de pedra polida verificar necessidade de encerar sua superfície. Nas áreas de circulação, efetuar a limpeza com produtos com poder de limpeza inferior ao da pedra a fim de manter a camada protetora |
Empresa especializada |
|
A cada 2 meses |
Instalações telefonia/interfone |
Verificar o funcionamento conforme instruções do fornecedor. |
Equipe de manutenção local/empresa especializada |
|
A cada 3 meses |
Banheiras de hidromassagem, spa, ofuro |
Verificar o funcionamento conforme instrução do fornecedor. |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 4 meses |
Banheiras de hidromassagem, spa, ofuro |
Realizar a manutenção das vedações e do grelha/ventilação (exaustor) que compõem os sistemas de exaustão. Verificar todos os componentes do sistema e, caso exista qualquer anomalia, providenciar os reparos necessários. |
Empresa especializada |
|
A cada 5 meses |
Instalações elétricas |
Limpeza dos dispositivos que representam a entrada de energia na tubulação. Utilizar o disjuntor tipo chave seccionadora facilitando no próprio disjuntor: As fiações utilizadas, acompanhadas, cabos, cabides para as costas, acima e depois das costas. Fazer limpeza geral e verificar componentes. |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 6 meses |
Esquadrias de alumínio |
Efetuar a segurança climática das esquadrias como abertura de sua expansão e/ou operação de porta. O contato de pessoas é muito forte. Utilizar o método adequado e elevado de esquadrias. |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 7 meses |
Banheiras de hidromassagem, spa, ofuro |
Fazer a limpeza da tubulação. Basta colocar a banheira em funcionamento durante cerca de 15 minutos com o motor por duas vezes seguidas, até água sair clara e sem cheiro. Na segunda, colocar água apenas com produto específico. |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 8 meses |
Instalações hidrossanitárias se necessário |
Limpeza dos sifões de pia e tanque ou ralos dos banheiros. Evitar acúmulo, que os resíduos não sejam mais removíveis. |
Equipe de manutenção local |
|
A cada 9 meses |
Instalações hidrossanitárias se necessário |
Limpeza e verificação regulagem de mecanismo de descarga. Apertar os parafusos de vedação das torneiras, registros e válvulas de descarga para garantir a boa vedação e evitar vazamentos. |
Equipe de manutenção local |
|
Periodicidade |
Sistema |
Atividade |
Responsável |
|
A cada 6 meses |
Instalações antena coletiva |
Verificar a integridade dos componentes ativos e passivos. |
Empresa especializada |
|
A cada 1 ano ou sempre que necessário |
Instalações hidrossanitárias/ hidráulicas |
É bom verificar, existente entre a base, cerca de 2 dias, deve ser montado em bom estado por uma vedação, chave de fenda, especialmente, deve ser feita a troca de seu rejuntamento. |
Equipe de manutenção local/empresa especializada |
|
A cada 1 ano ou sempre que necessário |
Esquadrias de alumínio |
Reapertar um parafuso de fixação dos vidros, fechaduras, dobradiças e maçanetas. |
Empresa especializada/empresa especializada |
|
A cada 1 ano |
Esquadrias de madeira |
Verificar para janelas tipo máximo a necessidade de troca. |
Equipe de manutenção local/empresa especializada/empresa especializada |
|
A cada 2 anos |
Esquadrias de alumínio |
Verificar para minha vida. Para isso, abrir a janela até o primeiro estágio (parcial) e observar este ambiente a qualquer momento especificado. A negligência devem ser feita por ele. Empresa a capacidade de valor de peso a segurança do usuário e de terceiros. |
Empresa especializada/empresa especializada |
|
A cada 2 anos |
Revestimento cerâmico interno e externo |
Verificar os tipos de vedações e áreas sujas, verificar a substituição da fixação, lavar-lhes para você, agendar, expandir, defendendo oportunidade. Verificar a substituição básica. Descrever e esclarecer papel de tabela, panelas, torneiras, fechaduras, dependências, etc. Verificar sua integridade e extensões de instrumentos internos e externos, registrados e reconhecidos do projeto. Recomenda a participação do projeto. Atentar para as partes de vedação, que devem ser preferidos em divulgação e torna um organismo de qualidade. |
Empresa especializada/empresa especializada |
|
A cada 2 anos |
Esquadrias de alumínio |
Verificar a prevenção de fissuras, trincas ou oxidação e fixação nos componentes e conexões que integralmente lhe necessite. |
Empresa especializada/empresa especializada |
|
Periodicidade |
Sistema |
Atividade |
Responsável |
|
A cada 3 anos |
Pintura interna e externa |
É recomendada a limpeza das superfícies externas, que controla usuários e sujeiras para evitar o acúmulo de sujeira. Limpar, lavar e sua proteção são: todas as características básicas. Em fachadas é recomendada a limpeza e verificação dos elementos como sujidades e montantes, e se necessário, realizar a pintura. |
Empresa capacitada/ empresa especializada |
|
Pintura externa |
Em fachadas é recomendada a limpeza e verificação dos elementos como sujidades e montantes, e se necessário, realizar a pintura. |
Empresa capacitada/ empresa especializada |
4.1 RESPONSABILIDADES RELACIONADAS À MANUTENÇÃO
PROPRIETÁRIO/USUÁRIO
- Ao realizar a manutenção em seu imóvel, observar e seguir o estabelecido no Manual do Proprietário.
- Fazer cumprir e prover os recursos para a realização das atividades de manutenção, bem como para o programa de gestão da manutenção das áreas comuns.
- Guardar e armazenar documentação que comprove a realização da manutenção da sua unidade.
- No caso de revenda ou locação, o proprietário deverá transmitir as orientações sobre o adequado uso, manutenção e garantia do seu imóvel ao novo condômino, entregando a ele os documentos e manuais correspondentes.
- No caso de reforma ou alteração da unidade, elaborar projeto e plano detalhado de reforma, especificando as intervenções, profissionais envolvidos e prazos. Essa documentação deve ser apresentada ao síndico para análise e aprovação.
4.2 VERIFICAÇÃO DO PROGRAMA DE MANUTENÇÃO
OS SEGUINTES SÃO CONSIDERADOS REGISTROS: NOTAS FISCAIS, CONTRATOS, LIVROS, CERTIFICAÇÕES, TERMOS DE GARANTIA E DEMAIS COMPROVANTES DA REALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS OU DA CAPACIDADE DAS EMPRESAS OU PROFISSIONAIS PARA EXECUTÁ-LOS.
Deverão ser mantidos registros legíveis e disponíveis para prover evidências da correta implementação do programa de manutenção, do planejamento, das inspeções e da efetiva realização das manutenções durante o período de vida útil dos sistemas construtivos da edificação, para eventual comprovação ou demanda.
Cada registro deverá conter:
- IDENTIFICAÇÃO;
- FUNÇÕES DOS RESPONSÁVEIS PELA COLETA DOS DADOS QUE COMPÕEM O REGISTRO;
- ESTABELECIMENTO DA FORMA E DO PERÍODO DE ARQUIVAMENTO DO REGISTRO;
- A ORGANIZAÇÃO E A COLETA DE DADOS DEVEM SER REGISTRADAS DE FORMA A INDICAR OS SERVIÇOS DE MANUTENÇÕES, BEM COMO ANOMALIAS REALIZADAS.
4.2.1 MODELO DE LIVRO DE REGISTRO DE MANUTENÇÃO
|
Sistema / Subsistema |
Atividade |
Data da realização |
Responsável pela atividade |
Prazo |
Contrato |
Documento comprobatório |
4.3 DÚVIDAS FREQUENTES
Para facilitar a manutenção da sua unidade, seguem alguns procedimentos simples que podem facilitar a correção de alguns problemas frequentes.
- A) COMO PROCEDER EM CASO DE ROMPIMENTO DE ENCANAMENTO
Na eventualidade de um encanamento qualquer se romper, deve-se localizar os registros de gaveta da unidade e proceder ao fechamento do registro apropriado interrompendo o vazamento. É necessário identificar cada registro e verificar suas condições de funcionamento. Portanto, verifique se o registro de registro não vaza bem. Se não estiver funcionando, é bom chamar profissional especializado para reparo. - B) COMO DESENTUPIR PIAS
Para desentupir uma pia são necessários um par de luvas de borracha, um desentupidor de pia, uma chave inglesa e soda cáustica ou produto similar. O procedimento é:
- Encha a pia de água;
- Coloque o desentupidor sobre o ralo, pressionando-o para baixo e para cima, observe se ele está totalmente submerso.
- Quando a água começar a descer, continue a movimentar o desentupidor; deixando a torneira aberta,
- Se a água não descer, tente com a palma da mão, desobstruir o copo do sifão,
- Caso não consiga, use a chave inglesa. Neste copo é que foram depositados resíduos, geralmente gordura, pelo equipamento, mas não se esqueça de colocar um vasilhame embaixo do sifão, pois a água poderá vazar no chão.
- Com um arame e uma bolinha na ponta para não furar o cano, tente desentupir o nó da pia, de baixo para cima. Às vezes, os resíduos se localizam neste trecho do encanamento, daí a necessidade de usar o arame,
- Para o serviço ter mais completo, use um pouco de soda cáustica (ou similar) dissolvida em água quente (siga as instruções do produto para saber a quantidade certa de água a ser misturada), tenha cuidado em proteger suas mãos com luvas de borracha, pois o menor contato com este corrosivo poderá provocar sérias queimaduras,
- Recoloque o copo que você tirou do sifão,
- Agora despeje água fervendo para limpar bem, tomando sempre cuidado com os respingos ou vapores cáusticos,
- Depois do serviço pronto, abra a torneira e deixe correr água em abundância, para limpar bem.
- C) COMO DESENTUPIR O CHUVEIRO
Para desentupir o chuveiro, basta apenas um pouco de paciência e a água voltará a jorrar como se ele fosse novo.
Verifique, inicialmente, se o seu chuveiro tem crivo independente. Se o tiver, desatarraxar o crivo do corpo do chuveiro, esfregue-o, em ambos os lados, com uma esponja ou um pano embebido em querosene, agite por um minuto, e limpe-o esfregando uma escova de cerdas de náilon média, em ambos os lados. A seguir, atarraxe-o ao chuveiro.
Caso o crivo constitua uma peça única com o chuveiro, desatarraxe-o do cano e passe uma agulha grossa, ou arame fino, pelos furos, sem, no entanto, alargá-los. Em seguida, abra a água, pelo outro lado, com força, para que a água leve os resíduos que estavam dentro do chuveiro, várias vezes, para eliminar parte da sujeira que possa estar dentro do chuveiro. A seguir, atarraxe-o ao cano.
Abra a água quente e deixe-a escorrer por alguns instantes, para eliminar o querosene.
- D) COMO CONSERTAR A TORNEIRA QUE ESTÁ VAZANDO
Uma torneira pingando é a forma mais comum de vazamentos, merece sempre um conserto imediato porque traz o irritante pinga-pinga e um aumento bastante considerável na conta de água. Para se ter uma ideia desta despesa, uma torneira pingando bem devagar, consome em um só dia, 46 litros de água. Em um mês, isto significa 1.380 litros ou 1,38 m³ a mais no seu consumo.
Este pequeno reparo pode ser facilmente resolvido se o problema estiver localizado na parte volumétrica (a torneira (cassetete)), como ocorre na maioria das vezes, motivado pela corrosão provocada pela água. Neste caso, o serviço de um bombeiro hidráulico pode ser dispensado. Para isso, basta uma dose de boa vontade e alguma habilidade:
- Como primeiro passo, deve-se procurar o registro geral do cômodo, que fechará totalmente a passagem de água para todas as torneiras do ambiente;
- Depois de fechado o registro geral, quando a torneira estiver completamente seca, retire o volante (girando o cabo e fechando a torneira). Existem dois sistemas de volante, um de cerâmica e outro roscado com parafuso. No sistema roscado, são seguidos os parafusos que são encontrados por um botão de acabamento. Neste caso, com auxílio de uma chave de fenda retire-o;
- Agora já pode ser visto, no interior da torneira, o castelo (peça que prende o volante à carrapeta ou ao sistema de volante). Retire-o com auxílio de um alicate ou uma chave inglesa. Esta ferramenta é usada para não riscar a torneira;
- Depois de retirado o castelo, é a vez de retirar a carrapeta;
- Com a peça na mão, para não haver dúvida, vá a uma loja de ferragens e compre outra igual, da mesma marca. Pode ser que se encontre uma peça igual a sua em plástico. Mas não irá alterar o funcionamento da torneira. O mais importante é que seja da mesma marca da original;
- Em seguida desfaça toda a operação. Coloque a nova carrapeta, reaproxime o castelo no lugar e aperte o volante. Quando terminar, abra o registro geral e use a torneira. Se ela continuar pingando, o defeito deve estar na sede da torneira, que precisará ser substituída. Neste caso, a melhor solução é chamar um especialista.
- E) COMO CONSERTAR A CAIXA DE DESCARGA ACOPLADA DO VASO SANITÁRIO
- Abrir com cuidado a tampa da caixa acoplada. Cuidado para não deixar cair;
- Com um alicate, aperte a porca e a bóia de forma a deixá-la mais firme;
- Se o problema persistir você poderá substituir a bóia. Para isso desacople a bóia com o alicate;
- Leve-a em uma loja de materiais de construção e compre uma igual;
- Encaixe a nova bóia no local onde a antiga foi retirada;
- Em caso de dúvida ou se o problema não for resolvido chame um profissional ou empresa habilitada;
- OCUPAÇÃO DO IMÓVEL
5.1 PEDIDO DE LIGAÇÕES
Assim que receber as chaves da unidade, o proprietário deverá providenciar os pedidos de ligações de telefone, energia e água, pois elas demandam um tempo para serem executadas pelas concessionárias. Em todos os casos, é necessário informar os dados de localização do empreendimento, número de sua unidade, telefone para contato e nome completo do proprietário, seu CPF e RG.
Verifique se a sua cidade possui programas específicos que permitem ao condomínio solicitar taxas reduzidas de consumo e isenções.
Qualquer problema ou dúvida deverá ser acionada a respectiva concessionária do serviço:
|
SERVIÇO |
CONCESSIONÁRIA |
TELEFONE |
|
Água e esgoto |
CAESB |
115 |
|
Gás |
COMGÁS |
117 |
|
Telefonia |
VIVO/CLARO/etc |
10315 |
5.2 MODIFICAÇÕES E REFORMAS
Seu imóvel foi construído executando o Projeto de Arquitetura aprovado e o memorial descritivo do empreendimento. Os projetos complementares (cálculo estrutural, instalações elétricas/hidráulicas e outros) foram executados obedecendo a Associação Brasileira de Normas Técnicas. Neste caso, a responsabilidade sobre qualquer mudança ou reforma no imóvel é do proprietário, cessando assim a garantia do imóvel. Sempre que optar por uma reforma consulte os projetos:
- Alterações nas características originais podem afetar os seus desempenhos estrutural, térmico e acústico dos sistemas do edifício, bem como nas unidades vizinhas. Portanto, devem ser feitas sob orientação de profissionais/empresas especializadas para tal fim.
- As alterações nas áreas comuns, incluindo a alteração de elementos na fachada, só podem ser feitas após aprovação em assembleia de condomínio, conforme definido na convenção de condomínio;
- Consulte sempre um profissional habilitado tecnicamente para avaliar as implicações nas condições de estabilidade, segurança, salubridade e conforto, decorrentes de modificações efetuadas;
- As reformas deverão seguir as diretrizes das normas da ABNT referentes aos sistemas que sofrerão alterações;
- As reformas somente deverão ocorrer em consonância com a norma ABNT NBR 16280 específica sobre a gestão das reformas;
- As reformas de edifício deverão atender na íntegra às definições descritas no regimento interno do condomínio e legislações que tratam desse assunto;
ATUALIZAÇÃO DO MANUAL
APÓS AS REFORMAS, OS MANUAIS DA EDIFICAÇÃO DEVERÃO SER ADEQUADOS CONFORME O ESTABELECIDO NA ABNT NBR 14037
É do proprietário ou condomínio a obrigatoriedade e a responsabilidade pela atualização de seu conteúdo quando da realização de modificações na edificação em relação ao originalmente construído e documentado no manual original:
- Deve-se necessariamente incluir a revisão e correção de todas as descrições técnicas e projetos da edificação, além da revisão do manual;
- A atualização do manual pode ser feita na forma de anexo que documentem a revisão de partes alteradas, identificando, no corpo do manual, os itens revisados, ou na forma de uma nova edição, dependendo da necessidade das modificações realizadas na edificação;
- A atualização do manual é um serviço técnico, que deve ser realizado por empresa ou responsável técnico;
- O responsável legal da edificação deve identificar claramente as versões desatualizadas do manual como fora de utilização. Porém, deve guardar as versões anteriores como fonte de informação sobre a memória técnica da edificação.
NOTA IMPORTANTE
INFORMAÇÕES DO ANEXO(S) EM CASO DE REFORMA DE ACORDO COM A ABNT NBR 16280
Responsável(is) legal(is) da edificação
Antes de iniciar os serviços de reforma, o responsável legal da edificação deve:
- Disponibilizar os requisitos e ações executivas para instalação de reformas além das previstas na convenção de condomínio e regimento, quando condomínio (por exemplo, documentos exigíveis, horário de trabalho, locais de descarte de entulho e prestadores de serviços, entre outros).
- Requerer a possibilidade de atualização do manual de operação e manutenção da edificação, observada a norma pertinente vigente;
- Receber as solicitações em formulário próprio da reforma;
- Examinar a proposta de reforma para análise técnica e legal;
- Examinar, com base na análise, resposta à solicitação nos seguintes termos e justificativas (aprovada, aprovação com ressalvas ou negado);
- Autorizar a entrada na edificação de materiais e pessoas contratadas para realização dos serviços de reforma, após a documentação atender a todos os requisitos do plano de reforma;
- Promover a comunicação e disseminação entre os demais moradores usuais e os atos de reforma na edificação que estiverem aprovados.
Quanto aos atos de reforma: - Verificar os códigos e terceiros o devido atendimento ao plano de reforma, para assegurar também a realização segura dos atos;
- Cumprir e fazer cumprir as deliberações em relação às áreas comuns, em conformidade a convenção, ao regimento interno e às documentações da assembleia, ata notarial;
- Tornar avisados legalmente necessários, sob qualquer condição de risco iminente para a edificação, por escrito ou verbalmente.
Após os atos de reforma: - Verificar os códigos para terceiros as condições de finalização de seus serviços;
- Receber o termo de encerramento das obras emitido pelo executante e o manual atualizado, nos termos da ABNT NBR 14037;
- Encerrar, ainda que temporariamente conforme item 5.3.2 (b), cancelar as autorizações para entrada e permanência de materiais ou prestadores de serviço da obra;
- Arquivar toda a documentação originada da reforma, incluindo o termo de encerramento das obras emitido pelo executante, conforme ação de;
Proprietário de unidade autônoma, quando definido em condomínio
Antes de início da obra de reforma: - Examinar a responsabilidade legal da edificação e limiar de informações e a documentação necessária que corresponda o atendimento à legislação vigente, normalização e regulamentação para a realização da reforma.
Quanto às obras de reforma: - Dispor para que a reforma seja realizada dentro dos preceitos da legislação e para que atenda a todos os regulamentos.
Após as obras de reforma: - Atualizar a extensão do manual de uso, operação e manutenção de edifício e manual do proprietário, que possam conter as reformas realizadas conforme os termos da ABNT NBR 14037. No caso de incorporação deste manual da edificação reformada, as intervenções que compõem a reforma deverão ter o manual de uso, operação e manutenção elaborado conforme a ABNT NBR 14037.
5.3 DECORAÇÃO
- No momento da decoração, verificar as dimensões dos ambientes e espaços no projeto de arquitetura, para que sejam evitados transtornos no que se refere à aquisição de mobília e/ou equipamentos com dimensões inadequadas. Atentar, também, para a disposição das janelas, dos pontos de luz, das tomadas e dos interruptores.
- A colocação de telas e grades em janelas ou elementos de vedação da varanda deverá respeitar o estabelecido na convenção e no regulamento interno do condomínio.
- Não encostar o fundo dos armários nas paredes para evitar a umidade proveniente da condensação. É aconselhável a colocação de um isolante, como chapa de isopor, entre o fundo do armário e a parede.
- Nos armários e nos locais sujeitos à umidade (sob as pias), utilizar sempre revestimento impermeável (não utilizar MDF).
- Ao adquirir armários embutidos sob as pias de banheiros e cozinhas, instruir os marceneiros contratados para não danificarem ou obstruírem os sifões e ligações flexíveis, evitando vazamentos.
- Evitar furar os pisos dos banheiros para evitar danos na impermeabilização.
- Para fixação de acessórios (quadros, armários, cortinas, saboneteiras, papelarias, suportes) que necessitem de furo nas paredes, é importante tomar os seguintes cuidados:
- Verificar se o local escolhido não é passagem de tubulações hidráulicas ou elétricas, pilares ou vigas (peças estruturais que oferecerão uma maior resistência à perfuração).
- Evitar perfuração na parede próxima ao quadro de distribuição e nos alinhamentos verticais de interruptores e tomadas, para evitar acidentes com os fios elétricos.
- Para furo em geral, utilizar, de preferência, furadeira e parafusos com bucha. Atentar para o tipo de revestimento, bem como sua espessura, tanto para parede quanto para piso e peso.
- Recomenda-se evitar o uso de pregos para que não danifiquem o acabamento da parede;
- As dimensões dos móveis e/ou equipamentos devem ser compatíveis com as dimensões dos ambientes;
- As dimensões dos móveis e/ou equipamentos devem ser compatíveis com as dimensões do elevador e com o vão da porta de entrada da unidade e seus ambientes;
- No caso de o imóvel ser entregue sem o revestimento de piso, deverá ser providenciada a sua colocação respeitando as condições técnicas estipuladas no Memorial Descritivo específico de sua unidade; tais como espessura máxima permitida, desempenho acústico, etc. A alteração do revestimento poderá descaracterizar o desempenho previsto nos projetos.
5.4 INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
- O quadro de comando de energia do imóvel é entregue totalmente identificado
- Ao adquirir qualquer equipamento, verifique primeiramente a compatibilidade da sua tensão (voltagem) e potência, que deverá ser, no máximo, igual à tensão (voltagem) e potência dimensionada em projeto para cada circuito.
- Na instalação das luminárias, o profissional contratado deverá ser um eletricista que saiba identificar os circuitos e isolar os fios no ato da instalação
- Para sua orientação, o consumo de energia de seus equipamentos é calculado da seguinte forma:
POTÊNCIA X QUANTIDADE DE HORAS DE USO POR MÉS = CONSUMO KWH POR MÉS
5.5 SERVIÇO DE MUDANÇA E TRANSPORTE
A mudança dos ocupantes das unidades autônomas deverá contemplar planejamento e atender ao regulamento interno do condomínio, respeitar os limites de espaços e capacidade de cargas por onde serão transportados os móveis e outros objetos (dimensões dos vãos e espaços, escadarias, rampas, portas, passagens, capacidade dos elevadores etc.)
- SEGURANÇA
6.1 SEGURANÇA PATRIMONIAL
Ao se ausentar de casa por um período prolongado ou férias é aconselhável que você deixe fechados os registros gerais (inclusive de gás da cozinha). Isto evitará que sua casa seja alagada por causa de um tubo ou registro que tenha estourado.
Verifique se há critérios de acesso para visitantes, fornecedores, representantes de órgãos oficiais e das concessionárias;
No caso de mercadoria, tentativa de roubo ou assalto, seguir as recomendações da empresa de segurança especializada, quando houver, ou acionar a polícia;
Verifique com o síndico se foi contratado seguro contra incêndio e outros sinistros (obrigatório), abrangendo todas as unidades, partes e objetos comuns;
Garanta a utilização adequada dos ambientes para os fins que foram destinados, evitando utilizá-los para o armazenamento de materiais inflamáveis e outros não autorizados;
Garanta a utilização adequada dos equipamentos das áreas comuns para os fins que foram propostos.
6.2 VAZAMENTO EM TUBULAÇÕES HIDRÁULICAS
No caso de algum vazamento na rede de água quente ou fria, a primeira providência é o fechamento dos registros correspondentes. Logo após avise a equipe de manutenção local e acione imediatamente uma empresa especializada.
6.3 VAZAMENTO EM TUBULAÇÃO DE GÁS
Caso se verifique vazamento de gás no apartamento, devido à falhas em algum aparelho o registro deve ser fechado imediatamente. Mantenha os ambientes ventilados, abrindo janelas e portas. Não acionar qualquer interruptor ou utilizar equipamentos eletroeletrônicos. Caso persista o vazamento, fechar a chave geral ou solicitar ao zelador do prédio que o faça e em seguida entre em contato com a concessionária competente ou fornecedor dos equipamentos para manutenção imediata.
6.4 ENTUPIMENTO EM TUBULAÇÕES DE ESGOTO E ÁGUAS PLUVIAIS
No caso de entupimento na rede coletora de esgoto e águas pluviais, avisar a equipe de manutenção local e acionar imediatamente, caso necessário, uma empresa especializada em desentupimento.
6.5 COMBATE A INCÊNDIOS
O edifício é dotado de um sistema de prevenção e combate a incêndio aprovado e vistoriado pelo Corpo de Bombeiros. Os equipamentos do sistema de incêndio são utilizados somente para este fim e não devem jamais sofrer alterações no projeto original. Em caso de incêndio:
- Informar à portaria,
- Acionar o alarme mais próximo através do quebra-vidro;
- Ligar para o Corpo de Bombeiros;
- Não utilizar os elevadores;
- Descer imediatamente o local.
6.6 INFORMAÇÕES PARA USO EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIAS
Para que o sistema de combate a incêndio mantenha-se em perfeito estado de uso é necessário que os moradores atente as seguintes recomendações:
- Não utilize a tubulação de incêndio para outros fins, tais como lavar pisos ou regar jardins;
- Nunca jogue água sobre as instalações elétricas energizadas;
- As portas corta-fogo têm a finalidade de impedir a propagação do fogo e proteger as escadas durante a fuga em caso de incêndio, sendo importante que se mantenham sempre fechadas para que o sistema de molas não seja danificado e impeça o perfeito funcionamento em caso de necessidade. O acesso a essas portas não pode estar obstruído;
- Todos os andares são dotados de iluminação de emergência para facilitar a saída do local.
Em caso de incêndio, e não sabendo manusear os extintores, saia do local imediatamente, fechando as portas e janelas dos locais percorridos, desligando a eletricidade e alertando os demais usuários.
Ligue para o Corpo de Bombeiros;
- Em locais onde haja fumaça, mantenha-se junto ao chão para respirar melhor. Usar, se possível, um pano molhado junto ao nariz.
- Sempre que passar por uma porta, fechá-la sem trancar;
- Sempre se encaminhar para o térreo, nunca subir para a cobertura;
- Se não for possível sair, esperar por socorro mantendo os olhos fechados e ficando no chão;
- Uma vez que tenha conseguido escapar, não retorne;
- Antes de abrir qualquer porta, toque-a com as costas da mão. Se estiver quente, não abra;
- Mantenha-se vestido, molhe suas vestes;
- Ajude a acalmar pessoas em pânico;
- Ajudar crianças, idosos e animais domésticos que estejam no recinto ou próximos do foco de incêndio, levando-os para lugar seguro, de preferência ao ar livre;
- Evacuar imediatamente o local, não utilize os elevadores e informe a portaria para avisar aos demais moradores;
- Fogo nas roupas: não corra, se possível, envolva-se num tapete, coberta ou tecido qualquer e role no chão;
- Não se preocupe com joias, dinheiro, documentos e outros. Tudo isso pode ser recuperado mais para frente com relativa facilidade. A saúde e a vida não;
- Não procure combater o incêndio, a menos que você saiba manusear o equipamento de combate.
6.7 CURTO-CIRCUITO EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
- No caso da ocorrência de curto-circuitos, os disjuntores do circuito em questão (localizados no quadro geral do apartamento) serão desligados automaticamente. Para resolver o problema, contatar um profissional habilitado para verificar a causa do desligamento do disjuntor, após os ajustes necessários o disjuntor poderá retornar a sua posição inicial.
- No caso de curto-circuito em equipamentos ou aparelhos, desarmar manualmente o disjuntor correspondente ou a chave geral.
- A fim de evitar fuga de corrente elétrica (o que gera um aumento na conta de energia) não deixe de fazer as manutenções preventivas tais como, rever o estado de isolamento das emendas de fios, reapertar as conexões do quadro de distribuição de energia e das tomadas, interruptores e pontos de luz das luminárias. Jamais faça a substituição ou instalação por conta própria de um disjuntor do quadro de distribuição.
- Ao adquirir um aparelho elétrico, verificar primeiramente a compatibilidade da sua tensão e potência, que deverá ser, no máximo, igual à voltagem e potência dimensionada, em projeto, para cada circuito. Evite, sempre que possível, a utilização de “Benjamins”, pois estes provocam sobrecarga nos circuitos.
6.8 PARADA SÚBITA DOS ELEVADORES
Se eventualmente alguém ficar preso no elevador, este deverá manter a calma e acionar o botão de alarme ou interfone. Os responsáveis pela manutenção predial deverão acionar a empresa responsável pela manutenção e conservação do elevador ou o Corpo de Bombeiros quando necessário.
O nome e telefone da empresa responsável pelo atendimento de emergência deverão estar dispostos em local de fácil acesso. Para identificação, informar o endereço do condomínio e o elevador que está com problemas.
Se a edificação possuir gerador de energia própria, no caso de falta de abastecimento elétrico pela concessionária os elevadores descerão automaticamente até o pavimento de saída da edificação.
Para sua segurança, seguir as instruções da empresa responsável pela manutenção e conservação dos elevadores.
Não permitir que nenhum funcionário do edifício abra a porta do elevador em caso de pane, devendo aguardar a chegada da equipe de manutenção. Este procedimento evita acidentes graves.
Não jogar lixo no poço do elevador. Esse lixo prejudica as peças que estão na caixa do elevador, causando danos e mau funcionamento do sistema.
- MEIO AMBIENTE
Caso o edifício tenha obtido certificação ambiental, o condomínio deve seguir as orientações da consultoria responsável para que o desempenho ambiental ocorrido durante o uso do material possa ser alcançado. É responsabilidade dos proprietários e do condomínio manter a condição estabelecida no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e no licenciamento pelo órgão ambiental, quando houver.
É importante que os responsáveis estejam atentos aos aspectos ambientais e promovam a conscientização dos moradores e funcionários para que colaborem em ações que tragam benefícios, como:
7.1 USO RACIONAL DA ÁGUA
Verificar mensalmente as contas para analisar o consumo de água e checar o funcionamento dos medidores ou detectar possíveis vazamentos. Em caso de oscilações, chamar a concessionária para inspeção (essa prática também deve ser adotada para o uso de gás).
Orientar os moradores e a equipe de manutenção local para averiguar mensalmente a existência de perda de água (torneiras “pingando”, locais “escorrendo” etc.).
Orientar os moradores e a equipe de manutenção local quanto ao uso adequado da água, evitando o desperdício. Exemplo: ao limpar as calçadas, não utilizar a água para “varrer”.
7.2 USO RACIONAL DA ENERGIA
É recomendado o uso adequado de energia, desligando, quando possível, pontos de iluminação e equipamentos. Lembre-se de não desligar os equipamentos que permitem o funcionamento do edifício (ex.: bombas, alarmes, etc.).
Para evitar fuga de corrente elétrica, realizar as manutenções sugeridas, como: rever estado de isolamento das emendas de fio, reapertar as conexões do quadro de distribuição e as conexões de tomadas, interruptores e pontos de luz e, ainda, verificar o estado dos contatos elétricos, substituindo peças que apresentarem oxidação.
É recomendado o uso de equipamentos que possuem bons resultados de eficiência energética, como o selo PROCEL, nível de eficiência A ou B ou de desempenho semelhante.
7.3 RESÍDUOS SÓLIDOS
É recomendado implantar um programa de coleta seletiva no edifício e encaminhar os materiais coletados a instituições que possam reciclá-los ou reutilizá-los.
No caso de reforma ou manutenção, que geram resíduos de construção ou demolição, atender à legislação específica.